sábado, 19 de abril de 2008

Relacionamento

Bem, enquanto não termino meu segundo conto, vamos falar sobre um fantasma que me atormenta chamado relacionamento. Tá, vai ficar com cara de coisa "miguxa", mas não tem como EU fugir desse assunto, já que eu sempre tive dificuldade de manter um.
Quando comecei a me dedicar a relações amorosas, acreditava naquela histórinha de que "seria para sempre", ledo engano, a menina não me suportou por três meses.
Sempre fui um cara chato, que se preocupa em demasia com a outra, chegando a obsessão, o que leva a pessoa a enjoar de mim. Isso foi um carma na minha vida durante várias relações. A adaptação nem chega a rolar, pois em três meses, as pessoas enjoavam do meu comportamento, que chegava a duas ou três ligações em um dia. O lance é que eu nunca conseguia me expressar completamente com uma só ligação, então terminava precisando ligar novamente, pois achava que tinha esquecido de algo.
Foi incrível conhecer pelo menos duas pessoas que suportaram isso em mim e eu consegui estragar nossa relação, uma vez traindo e na outra terminando a relação.


(não mencionarei nomes) A primeira eu conheci no meu primeiro curso de teatro, em 1999. Morávamos no mesmo bairro, então pegávamos ônibus juntos. Eu acreditava que ela era noiva, então tinha receio de tentar algo (sempre fui tímido para dar a ignição numa relação), só que ela revelou que a "aliança" era um presente e não um noivado. Convidei-a para sair, irmos no cinema. O filme "Uma Carta de Amor", com Kevin Costner, quando voltamos do cinema, em frente ao prédio dela (aonde minha primeira namorada havia morado também), demos o primeiro beijo. O lance é que ela não queria namoro, então nada foi oficializado, então éramos "paquera", mas ninguém no curso de teatro poderia saber disso, até que, não sei porque cargas d'água, ela me beijou na frente de todo mundo. Daí em diante, oficializamos nosso namoro. Ela me ajudou e me incentivou várias vezes e eu a apoiei em momentos bem dificieis, um deles foi o falecimento de um tio, que a fez ficar bem mal. A relação foi uma delícia, durante dois anos, mas quando teve o primeiro abalo, eu fiz a besteira de traí-la. Contei a ela (lógico!), o que a magoou muito, só que quando ela voltou a me procurar, já estava com a pessoa que havia ficado antes.


Não me arrependo de ter ficado com a outra pessoa, mas se pudesse retornar, teria preferido ficar com minha ex. Passei um ano sem relação estável, indo e vindo entre elas, até surgir a outra que teve uma longa duração.


Foi interessante o começo dessa também, pois foi numa traição (também!... É, eu sei, isso é horrível!). Nós tínhamos saído de um show na Fafi e fomos para um barzinho, no porão do Teatro Edith Bulhões (saudades!). Ela queria conhecer uma das grandes atrizes capixabas e eu a levei para conhecê-la, depois das duas se conhecerem, ficamos sozinhos e eu as beijei. No outro dia, terminei minha relação com a pessoa que havia traído (odeio isso!), e iniciei com ela. Apoio era pouco! Ela era meu "porto seguro" (tá, isso é piegas!), podia contar com ela em qualquer momento, sempre me apoiando e dando força. Trabalhamos juntos em um espetáculo que não decolou, mas os momentos juntos sempre valiam a pena. Mas dei muitos vacilos também, ainda mais quando ela cometia erros bobos, nos quais eu não sabia e nem conseguia aceitar. Foram dois anos terminados após assistirmos a um filme (na minha vida tudo começa ou termina num filme, mas falo sobre minha mania cinéfila mais pra frente). De lá para cá, não tenho tido relações estáveis, a mais recente durou o mesmo que as anteriores, ou melhor, três meses. Parecia que eu havia regredido anos no tempo, pois minha obsessão havia voltado em alto grau, não conseguia me expressar em uma só ligação, fazendo várias.

Relações são dificeis, pois os dois devem se adaptar, mas quando você é um chato, fica dificil a outra pessoa adaptar-se a você. É incrível como as pessoas podem ter mais de uma relação estável, mesmo sendo um obsessivo-possessivo, mas eu consegui e espero um dia conseguir novamente, mas por enquanto me dedico a escrever no blog, tentar retornar ao teatro (em breve falarei sobre isso, também), escrever e dedicar-me aos estudos vampíricos.

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