Mostrando postagens com marcador sobre mim. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador sobre mim. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Crônica: Você já brincou de casinha?

Este ano eu iniciei meus estudos para me graduar em Licenciatura em História, então das várias aula que temos, uma é sobre a construção de texto. Eu já aprendi - assim espero! - a fazer um fichamento, escrevi um artigo - que me ajudou a decidir com que base farei minha monografia - e agora me fez fazer um crônica.
Bem, nunca fui chegado a crônicas, tanto que muitos podem ver que meus textos, em geral, são bem extensos. Gosto mesmo de contos (sendo que "Prole" se encaminha para se tornar uma novela) ou romances, como "A Grega". Mas como isso fazia parte de um teste avaliativo, não tinha como escapar, então, entrando no embalo de meu irmão em "Contos de Mórris", que tem narrado sua infância e adolescência, de uma forma ficcional, decidi escrever sobre o título desse post, então segue abaixo o resultado, que me rendeu uma boa nota =)

Você já brincou de casinha?

Você já brincou de casinha? Acredito que todo mundo já brincou – ou ainda brinca – de casinha, seja com a irmã, seja com parentes, sempre alguém é o pai, a mãe, os filhos e por aí vai. Eu posso dizer, com toda convicção, que já brinquei muito de casinha. Mas não com minhas primas, e eu nunca tive uma irmã, então praticava esse ato na escola mesmo, sempre no final das aulas, esperando minha mãe e meu pai chegarem, e como mais velho, era constantemente o pai.

A brincadeira consistia no seguinte: como pai, eu ia trabalhar e me despedia dos meus filhos (um casal de gêmeos que estudavam com meu irmão), do cachorro (que era o pobre do meu irmão) e da minha esposa (que era uma das filhas das donas da escola, sendo uma delas minha madrinha), que eu beijava – essa era a melhor parte.

Ir para a escola era um martírio, mas tudo valia a pena ao final do dia, quando brincávamos de casinha. O pior era ser pego pela minha madrinha, enquanto eu beijava sua filha, pois a unha dela era tão grande, que o beliscão doía na alma.

Eu fico pensando como isso seria visto hoje em dia. No mínimo meus pais seriam processados por eu assediar as meninas ou seria minha madrinha a processada, por ter me beliscado, mas com certeza não teria o mesmo tom ingênuo daquela época, quando um beijo de estalinho significava o mesmo que andar de mãos dadas.

Hoje, na minha idade, “brincar de casinha” tem um outro significado. É construir uma família, ter um trabalho para sustentá-los, uma casa para abrigá-los e um veículo para locomovê-los, mas na infância, quem disse que isso importava. O legal era chegar ao final do dia, ir ao balanço que representava o carro, olhar para os gêmeos e vê-los como meus filhos, observar meu irmão “de quatro” e acreditar que ele era o cachorro e ver as filhas das donas da escola como sendo minhas esposas a quem eu beijaria. Como era bom ser criança e brincar de casinha... Ou vai me dizer que você não gostaria de voltar a ser criança?

terça-feira, 15 de junho de 2010

Contos do Móris: Meu irmão

Nossa, fazem três meses que eu não apareço por aqui, ou melhor, desde que comecei minha faculdade.

Pois é, tem sido complicado, mas gostoso, pois estou fazendo algo que é quase um sonho, estou estudando para dar aulas de História. Só que não vim até aqui para falar disso.

Bem, quase todos que vêm aqui veem meus contos publicados, pois esta foi uma forma que arranjei de disponibilizar o que gosto de escrever para aqueles que gostam de ler. Só que, não sou somente eu o escritor, filho da Sra. Aédyla e do Sr. Armando, mas também o outro filho deste casal, meu irmão, Armando Rogério Brandão Guimarães Junior (UFA!).

Desde pequeno meu irmão demonstrou talento para escrever, também era um – quase – mini-gênio. Sacava tudo e entendia tudo muito facil. Logo se destacava entre seus colegas. Um verdadeiro nerd! Pois bem, este meu irmão “caçula” (mas mais alto do que eu!) decidiu me prestar uma homenagem dupla. A primeira eu não contarei, mas acredito que um dia ele conte quando o livro for publicado, mas a segunda é um conto sobre minha pessoa. Com autorização dele (lógico!), eu disponibilizo aqui para vocês “Meu irmão” (obrigado irmão!):

Meu Irmão

O meu melhor amigo definitivamente é  meu irmão, sem desmerecer as amizades que fiz ao longo de minha curta vida, mas suportar tudo que eu fiz com ele e ainda me chamar de irmão, tem que ser muito amigo!

Quando digo que ele me chama de irmão é no sentido literal da palavra, ele nunca me chamou pelo nome, sempre só me chamou de irmão, alguns podem pensar que isso seria pra facilitar, assim se tivéssemos vários irmãos, não precisaria de decorar os nomes de todos, mas não é esse o caso, somos só nós dois, quer dizer, tenho um outro irmão caçula que tenho pouco contato, mas depois conto dele.

Não aprontava com meu irmão por ele ter me feito de cachorro na escola, aprontava pelo simples fato de ser legal aprontar pra cima de alguém, coisa de espírito de porco mesmo.

Certa vez estávamos em casa numa boa, quando decidi que os óculos do meu irmão me incomodavam, são óculos de grau mesmo, ele tem hipermetropia e astigmatismo, alguns anos depois eu descobri que tinha miopia, acho que foi castigo divino, mas por implicância divina continuo não usando óculos. Pois bem, meu irmão depende dos óculos dele pra poder ler e etc. e por ter dois problemas o óculos terminava sendo muito caro e minha mãe sempre cobrou dele que cuidasse daqueles óculos com todo cuidado possível. Eu, incomodado com o mundo, peguei os óculos enquanto ele tomava banho e escondi dentro da estante, mas bem no fundo e atrás de um monte de coisas, onde ninguém pudesse ver. Quando ele saiu e se deu conta que os óculos não estavam onde ele tinha colocado com toda calma do mundo, começou a procurar em outros locais e somente quando não tinha mais onde procurar ele foi perguntar pra minha mãe que já ficou nervosa só de pensar no prejuízo, mas minha mãe teve a calma de pensar que se ele estava com os óculos antes do banho então tinha que estar dentro de casa.

Foi um tal de procurar debaixo das camas e nas gavetas, no chão, embolado na roupa e etc., que minha mãe começou a perder a calma e cobrar a localização com mais austeridade, meu irmão não era fácil de se fazer chorar, era capaz de tomar uma surra de cinto e ficar encarando minha mãe só pra peitá-la, mas dessa vez ele estava ficando desesperado, pois ele sabia que o que estava em jogo ali era muito mais do que uma surra.

Quando notei que a coisa tava ficando preta me propus a ajudá-los, e por sonseira minha fui direto procurar na estante, exatamente onde tinha escondido. Minha mãe ficou só de longe olhando o que eu fazia. Coloquei meus bracinhos miúdos e magrelos dentro do compartimento da estante e lá do fundo tirei os óculos e os levantei pro ar, como se eu tivesse achado uma pepita de ouro. Meu irmão, que era tão moleque quanto eu (1 ano e meio mais velho, lembram?), veio me abraçou e ficou lá me agradecendo com toda a pureza que uma criança podia ter naquela idade. Enquanto ele me abraçava eu vi minha mãe vindo por trás dele pra me pegar já com o chinelo na mão, não deu tempo de fazer muita coisa a não ser empurrar meu irmão pra cima dela e sair correndo pelo apartamento. O apartamento era (e ainda é) muito pequeno então não tinha muito que fazer a não ser correr pra dentro do meu quarto e fechar a porta pra ganhar um tempo. Logo que entrei no quarto fui pra debaixo da cama, e quando minha mãe entrou no quarto só ouvi meu irmão chorando gritando com ela que não poderia me bater, pois eu havia encontrado os óculos dele e que ela teria que bater nele também então. Acho que minha mãe se comoveu com o sentimento piedoso e puro do meu irmão, pois a única coisa que ela fez foi fechar a porta e avisar que eu não poderia sair de lá naquela noite a não ser pra jantar, meu irmão até tentou ficar no quarto comigo, mas minha mãe disse pra ele deixar de ser bobo e retirou ele do quarto. Fiquei lá, debaixo da cama, só imaginando como ela poderia ter descoberto tão facilmente minha armação. Quando me dei conta da minha besteira comecei a me morder o braço todo, como forma de me punir pra não dar tanto mole.

Semanas depois lá estávamos nós dois brincando sabe-se lá de que na frente de nosso apto, quando minha mãe aparece da janela e nos chama usando um tom meio agressivo. Fomos com calma pra dentro do apto, afinal de contas esse poderia ser o tempo que ficaríamos fora do castigo pelo restante do dia, eu ainda não tinha idéia do que eu tinha feito dessa vez, mas com certeza minha mãe havia descoberto. Quando entramos no apartamento ela nos chamou na cozinha e mostrou dentro da geladeira um vidro de catchup que estava virado na parte de cima da geladeira e por conta disso havia caído quase tudo dentro da panela de arroz e assim desperdiçado parte do nosso futuro almoço. A pergunta da minha mãe foi bem simples: “QUEM FOI?”, meu irmão tinha parado do lado dela e por conta disso estava de frente pra geladeira aberta eu estava do outro lado da porta aberta da geladeira e por conta disso não havia visto a cagada, minha mãe repetiu a pergunta pela segunda e última vez: “QUEM FOI?”. Os 3 segundos que se passaram pareciam 3 horas, então meu irmão assumiu a responsabilidade pela besteira e logo em seguida pediu desculpas para minha mãe que sem muito estardalhaço o mandou para o castigo e me liberou para voltar pra rua. Aquele dia meu irmão ganhou o meu respeito de uma forma que nunca mais perderia, aconteça o que acontecesse, a forma como ele assumiu a culpa, estando do lado da minha mãe pra mim era um feito único e nesse dia nem consegui mais ficar brincando na rua, fiquei lá sentado na beira da calçada pensando naquela situação, obvio que por muitas vezes nós saímos no tapa, e sem dó nem piedade eu sentava o braço nele, e apanhava dobrado, mas o fato do meu irmão ter assumido a culpa de algo que ele não tinha feito pra mim foi único, era eu quem tinha esquecido o catchup aberto na geladeira, depois de ter passado no pão pra comer, e meu irmão estava junto na hora e com certeza ele não mexeu naquele catchup, não sei se eu teria o mesmo castigo ou se teria sido algo mais enérgico. Depois que ele saiu do castigo fui contar pra ele que na verdade eu que tinha deixado o catchup aberto, a resposta dele me deixou com um sentimento de culpa maior ainda: “EU SEI.”, e não falou mais nada naquele dia, o fato de eu lembrar isso até hoje mostra o quanto isso me marcou.

Fonte: GUIMARÃES JUNIOR, Armando Rogério Brandão. Contos de Móris. Belo Horizonte: [s.n.], [2010?]. Paginação irregular.colonia-de-ferias

sábado, 1 de agosto de 2009

“A Grega” no Clube de Autores

Você já teve a sensação de estar realizando seus maiores sonhos? Ou melhor, você já realizou seus maiores sonhos? Quando eu comecei a fazer teatro, foi a primeira vez que tive essa sensação. Era uma delícia estar no meio de pessoas que gostavam de conversar sobre as mesmas coisas que você e conseguiam te compreender. As trocas eram bastante familiares e – quase – sempre estavavamos em sintonia.

Teatro foi uma grande realização na minha vida, que eu simplesmente adoro, mesmo longe dos palcos (escolha e opção pessoal!). Quando comecei a escrever (isso bem antes do teatro) também tive essa mesma sensação.

A primeira vez que eu comecei a escrever textos grandes, foi na Escola Nacional Junior, onde desenvolvi aventuras da minha turma em viagens de foguete, saindo de dentro do Morro ao lado da escola (foi assim que criei o esconderijo do meu personagem Combate). Depois eu comecei a desenvolver um texto sobre Alexander Ulianov III e com incentivo de minha professora de português, eu desenvolvi o que seria minha primeira versão de um romance sobre vampiros.

“Amor Sombrio” de romance, virou peça teatral e assim ficou, pois então conheci a minha Marcelle.

Uma ex-namorada que eu chamava gentilmente de “vampirinha” e Marcelle Anthemimuspor causa dela criei Marcelle Anthemimus, uma vampira secular, que vinha ao Brasil, com sua secretária, e contava a história a uma estudante de História, que ficou por anos sem nome.

Essa versão, para mim, não era o ideal, então a modifique completamente (cheguei a apagar todo o livro na época). Neste momento conheci minha ex-namorada, Caroline, e a partir daí criei uma nova personalidade e um nome para minha segunda personagem. A jornalista Caroline Guimarães, estudava comunicação social na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e foi chamada por Marcelle para ouvir sua história. Isso ainda não me satisfez.

cover_front_big Agora sem namoradas, precisei me basear em outras coisas, então comecei a contar a história do ponto de vista de Marcelle, como se fosse ela contando a todos sua história, sem delongas. Então era o seguinte, Caroline Guimarães, uma jornalista que trabalhava numa revista de grande circulação do estado do Espírito Santo, fora chamada pela historiadora Marcelle Anthemimus, sem um motivo aparente. Quando chega ao hotel em que Marcelle está instalada, descobre que ela é uma vampira. Totalmente descrente disso, precisou de provas para crer na afirmação da “grega”  só assim ouviu sua história. Marcelle pediu que Caroline contasse sua história do seu ponto de vista, ou melhor, como se fosse a própria grega contando a todos.

Daí surgiu a versão que está disponível no Clube de Autores de “A Grega”. Marcelle Anthemimus é uma vampira que viaja todo o mundo, após ser tragicamente num eterno ser depende de sangue humano para sobreviver. Durante suas viagens, conhece seus parceiros, encontra outros vampiros e enfrenta desavenças com um vampiro milenar. Marcelle conta toda a história a Caroline, que passa a mim todas as informações, pois some depois de receber ameaças.

Eu espero que curtam este romance sobre um vampira grega.

Link para adquirir o livro: http://clubedeautores.com.br/book/3535--A_Grega, que custa R$ 41,72 (mais custos de entrega).

Abaixo o promo do romance, feito pela minha amiga Luciana Waack:

livro do andré cópia

sábado, 6 de setembro de 2008

O Melhor Amigo

No dia 12/09/2008, completará um ano que perdi meu melhor e mais fiel amigo, Benji.

Benji2 Após treze anos de convivência, ele nos deixou para latir nos ouvidos dos deuses e alegrar os Campos Elíseos.

Benji chegou aqui em casa com o nome de Zigh, pois pertencia a outra família. Raquitico, mal cuidado, tratei-o como um filho e cuidei dele com muito amor e carinho. Era sempre muito bom quando chegávamos em casa e tínhamos sua recepção calorosa, sempre contente, sempre a fim de ser afagado. Lógico que perdi várias vezes a calma com ele, mas nunca contei tanto com alguém como poderia contar com ele. Era meu verdadeiro confidente, meu irmão (sem desmerecer os outros).

Julia 1 Ano 095 Sempre é dificil de se falar de alguém amado, mas é sempre bom lembrar o quanto ele nos é querido. Alguns pensaram: "Mas era só um cachorro!", pois é, ele era um cachorro, mas não me lembro de ninguém demonstrar maior alegria em me ver do que ele. Ele sentia carinho por mim, sempre me mantinha em alerta, pois quando estava na janela, latia pra quem entrasse pelo portão do meu prédio. Conseguia ser a pessoa mais feliz de casa, mesmo quando todos estavam desanimados, sempre era o consolo para apoiar quando eu estava chorando. Respeitava a mim, a minha mãe, meu irmão, minha cunhada e minha sobrinha mais velha, Julia.

Quando me recordo dele, me recordo de suas corridas desenfreadas entre a poltrona de casa e a cama do quarto de minha mãe, dando pulos como se fosse um gato. De nossos passeios, as altas horas da madrugada. De seu carinho pelas minhas ex-namoradas, respeitando-as e cativando-as. Meu "branquinho", meu "pretinho" (devido suas orelhas de cor escura). Meu eterno parceiro, meu eterno irmão-filho-amigo.

Quando se iniciou seu processo de partida, começou com bastante dor, devido a um enorme tumor lombar, mas ele suportou e nunca deixou de ser carinhoso ou parceiro, pelo contrário, continuava a brincar. Quando precisou ficar internado, após uma operação complicada, não pude vê-lo e, durante essa internação, ele partiu, nos deixando. Foi algo como perder parte de mim, como tirarem uma enorme lasca do meu coração e nunca mais devolvê-la. Benji hoje alegra a outras pessoas, aos meus avôs e avós, que também já partiram, a Brisa, uma cadela que minha avó Alcista teve em sua casa. A Tostão, cachorro que meu pai e meu tio Arthur tiveram em sua infância. E ao Toffy, Nessa, que hoje continua vivendo grandes aventuras com o Benji, lá em cima, olhando para todos nós.

Deixo aqui minha mensagem a todos os donos de cães (ou cachorros): Ame-os, adore-os, trate-os como parte de suas vidas. Eles são nossos eternos companheiros e amigos e sempre, sempre, irão nos amar, mesmo que cheguemos a ofendê-los ou maltratá-los. Eles sempre estarão ao nosso alcance, desde que convivamos com eles e demonstremos o quanto são importantes para nós.

Ao meu companheiro, amigo, irmão, confidente e parceiro, deixo a minha mensagem: ESTOU COM MUITAS DE SAUDADES! Até uma próxima vida, parceiro!

toffy e benji

sábado, 19 de abril de 2008

Relacionamento

Bem, enquanto não termino meu segundo conto, vamos falar sobre um fantasma que me atormenta chamado relacionamento. Tá, vai ficar com cara de coisa "miguxa", mas não tem como EU fugir desse assunto, já que eu sempre tive dificuldade de manter um.
Quando comecei a me dedicar a relações amorosas, acreditava naquela histórinha de que "seria para sempre", ledo engano, a menina não me suportou por três meses.
Sempre fui um cara chato, que se preocupa em demasia com a outra, chegando a obsessão, o que leva a pessoa a enjoar de mim. Isso foi um carma na minha vida durante várias relações. A adaptação nem chega a rolar, pois em três meses, as pessoas enjoavam do meu comportamento, que chegava a duas ou três ligações em um dia. O lance é que eu nunca conseguia me expressar completamente com uma só ligação, então terminava precisando ligar novamente, pois achava que tinha esquecido de algo.
Foi incrível conhecer pelo menos duas pessoas que suportaram isso em mim e eu consegui estragar nossa relação, uma vez traindo e na outra terminando a relação.


(não mencionarei nomes) A primeira eu conheci no meu primeiro curso de teatro, em 1999. Morávamos no mesmo bairro, então pegávamos ônibus juntos. Eu acreditava que ela era noiva, então tinha receio de tentar algo (sempre fui tímido para dar a ignição numa relação), só que ela revelou que a "aliança" era um presente e não um noivado. Convidei-a para sair, irmos no cinema. O filme "Uma Carta de Amor", com Kevin Costner, quando voltamos do cinema, em frente ao prédio dela (aonde minha primeira namorada havia morado também), demos o primeiro beijo. O lance é que ela não queria namoro, então nada foi oficializado, então éramos "paquera", mas ninguém no curso de teatro poderia saber disso, até que, não sei porque cargas d'água, ela me beijou na frente de todo mundo. Daí em diante, oficializamos nosso namoro. Ela me ajudou e me incentivou várias vezes e eu a apoiei em momentos bem dificieis, um deles foi o falecimento de um tio, que a fez ficar bem mal. A relação foi uma delícia, durante dois anos, mas quando teve o primeiro abalo, eu fiz a besteira de traí-la. Contei a ela (lógico!), o que a magoou muito, só que quando ela voltou a me procurar, já estava com a pessoa que havia ficado antes.


Não me arrependo de ter ficado com a outra pessoa, mas se pudesse retornar, teria preferido ficar com minha ex. Passei um ano sem relação estável, indo e vindo entre elas, até surgir a outra que teve uma longa duração.


Foi interessante o começo dessa também, pois foi numa traição (também!... É, eu sei, isso é horrível!). Nós tínhamos saído de um show na Fafi e fomos para um barzinho, no porão do Teatro Edith Bulhões (saudades!). Ela queria conhecer uma das grandes atrizes capixabas e eu a levei para conhecê-la, depois das duas se conhecerem, ficamos sozinhos e eu as beijei. No outro dia, terminei minha relação com a pessoa que havia traído (odeio isso!), e iniciei com ela. Apoio era pouco! Ela era meu "porto seguro" (tá, isso é piegas!), podia contar com ela em qualquer momento, sempre me apoiando e dando força. Trabalhamos juntos em um espetáculo que não decolou, mas os momentos juntos sempre valiam a pena. Mas dei muitos vacilos também, ainda mais quando ela cometia erros bobos, nos quais eu não sabia e nem conseguia aceitar. Foram dois anos terminados após assistirmos a um filme (na minha vida tudo começa ou termina num filme, mas falo sobre minha mania cinéfila mais pra frente). De lá para cá, não tenho tido relações estáveis, a mais recente durou o mesmo que as anteriores, ou melhor, três meses. Parecia que eu havia regredido anos no tempo, pois minha obsessão havia voltado em alto grau, não conseguia me expressar em uma só ligação, fazendo várias.

Relações são dificeis, pois os dois devem se adaptar, mas quando você é um chato, fica dificil a outra pessoa adaptar-se a você. É incrível como as pessoas podem ter mais de uma relação estável, mesmo sendo um obsessivo-possessivo, mas eu consegui e espero um dia conseguir novamente, mas por enquanto me dedico a escrever no blog, tentar retornar ao teatro (em breve falarei sobre isso, também), escrever e dedicar-me aos estudos vampíricos.

quarta-feira, 26 de março de 2008

Vampirologia

O que é ser vampirólogo?
Bem, quando as pessoas me ouvem falar - ou mesmo lêem - que eu sou vampirólogo, pensam que é porque eu acredito na existência de vampiros... É verdade, eu acredito!
Calma aí, não se prendam somente ao mito do vampiro dentuço, que bebe sangue de suas vítimas (em geral mulheres de corpos esculturais). O mito é interessante - ainda mais quando existem personagens como Vampirella -, já que de acordo com ele a pessoa que virar vampiro, ganha imortalidade, mas a realidade do vampirismo é bem pior do que isso.
Um vampyro (com "y", para diferenciar do mítico) é uma pessoa que drena o prâna (energia psíquica, vital, que mantém o corpo físico funcionando) de outro ser humano. A intenção dessa drenagem é se manter mais "forte" que aquele de quem se retira. A idéia do vampyro mitológico se desfaz quando tomamos conhecimento que qualquer um pode ser um vampyro e ele existem das mais diversas e infinitas formas. Ele pode ser somente um vampyro psiquico, ou mesmo um vampyro sexual ou emocional ou - para mim o pior deles - astral.
Um vampyro pode ser simplesmente a pessoa que está lendo, sem nem ter idéia que é um. Ele drena do ser humano e se sente bem, enquanto desgasta o outro próximo a ele. Mas nem sempre de drenagem um vampyro vive, ele pode ser também um doador, as vezes espontâneo, doa sem nem perceber que o faz.
Como saber se você é doador ou drenador? Estudando, procurando saber sobre o assunto. Não existe uma fórmula ou mesmo um tipo de cerimônia mágica, na qual você se transforma num vampyro, e não é outra pessoa te drenando que você se tornará em um, tudo é uma questão de estudo e pesquisa e - nas maiorias das vezes - muita prática.
Esqueçam - temporariamente - todos os mitos do sol, espelho, alho e objetos sagrados ou santificados. Vampyros vivem entre nós, podem ser nossos(as) colegas de trabalho, nossos(as) - melhores - amigos(as), nossas(os) namoradas(os) ou - mesmo - nossas(os) amantes. Mas não fique desconfiado da pessoa a sua volta, pois se ela quisesse lhe fazer algum mal, acredite, já teria feito. Eles vivem na nossa sociedade, não a margem dela. Eles namoram, transam, dançam, passeiam no parque - com o cachorro ou não -, frequentam barzinhos, têm amigos e vivem uma vida - quase - normal. Não são seres andróginos (como nos livros de Anne Rice), nem assassinos impiedosos (como em vários filmes de vampiros), só drenam o suficiente para a própria sobrevivência, mas lógico que com isso eles têm um objetivo, a imortalidade.
É complicado você falar que não são imortais como os míticos, mas é isso mesmo. O que se torna imortal é a memória latente.
Tenhamos a seguinte idéia: um corpo físico é uma veste, um traje, para nosso espírito, nossa essência vital. Este corpo envelhece, perde sua elasticidade e se decompõe, mas nosso espírito emerge desta estrutura e continua até a reencarnação (transmigração da alma) para outra roupagem, só que no período entre o desencarnar e o reencarnar, nossas lembranças de vidas passadas se perdem, ficando estagnadas, mas com o vampyro é um pouco diferente. Quando ele consegue desencarnar, ele se usa da essência drenada para conservar essas memórias em estado latente, para quando regressarem ao hábito de drenagem, seja mais fácil de recuperá-las. A imortalidade da memória, da lembrança, é o que torna o vampyro um ser imortal.
Vampyros não criam clãs (como pré-estabelecidos por RPGistas), muitas vezes podem vir a criar sociedades secretas, para manterem a integridade de suas práticas, mas em geral são grupos de pesquisa e estudo, no qual desenvolvem meios de praticar a drenagem sem serem percebidos ou mesmo detectados por caçadores.
Caçadores existem? Sim, eles sempre vão estar com suas estacas - lógico que isso mata! Pensa bem num maluco te enfiando isso no peito! - e seus crucifixos, tentando punir os sanguinarius (drenadores, que bebem sangue (nojento!)) e os psyvamps (drenadores de prâna). Não importa o meio, os caçadores sempre vão usar as mesmas armas: estaca, facão - para cortar a cabeça do vampi(y)ro - e o fogo, no intuito de purificar a alma do morto. Este tipo de gente é pior do que os vampyros em si, pois - na maioria das vezes - violam túmulos, sem o mínimo de respeito.
Agora vem a questão, eu sou um vampyro? Já passei por situações constrangedoras por causa desse "achismo", mas não... Definitivamente não sou um vampyro. Sou um pesquisador, um eterno estudante desse tipo - estilo - de vida que eles assumem, para manter algumas memórias vivas durante toda a eternidade da alma.
Abaixo segue o Black Veil (Véu Negro), na sua versão mais atualizada:
1-Segredo!
O Segredo assegura, protege e nos une em nosso pacto. Nosso mistério é apenas nosso, e quem quer que o decida explorar deve fazê-lo através de sua própria iniciativa e ação. Os ilusionistas brincam com nossas mentes em seus shows com truques a própria vista, assim nós vampyros também o fazemos. Honramos a escolha de um que prefere manter em segredo sua vida noturna daqueles que conhecem apenas sua vida diurna. E nunca compartilhamos essas informações sem a permissão explícita do mesmo. Mistérios interiores e sua revelação ficam a cargo do The Synod. Não partilhamos estes segredos com a mídia, não o partilhamos com os não-iniciados e nem com aqueles que não sejam do sangue! Isto é uma violação destes pactos. Se você for falar, fale apenas por você mesmo, não pelo Sanguinarium.
2- Honre a lei mundana!
Haja de acordo as leis da sociedade mundana que você vive [País, Estado, cidade e etc.] Mesmo que você discorde da mesma!!!A nossa segurança de explorarmos nosso lado noturno [Nightside] depende em grande parte dela, se por ventura discordarmos da mesma devemos ter maturidade e nos tornarmos socialmente responsáveis o suficiente para mudarmos a mesma de forma democrática e pública.
3- A metáfora do Sangue!
“Sangue é apenas uma metáfora para algo mais sutil chamado de força-vital [Prana]". Esta metáfora também simboliza os elos da família formada pelas comunidades Strigoi Vii. Ser um vampyro é muito mais do que a mitologia hollywoodiana mostrou e não necessita o consumo de sangue físico para satisfazer a fome espiritual. Há outras formas de comunhão que são muito mais eficientes e atualmente bem desenvolvidas. Este pacto torna claro o óbvio, que é necessário evitar o consumo do sangue humano devido a sérias complicações judiciais e de saúde [afinal ainda vivemos no mesmo mundo o­nde existe hepatite, AIDS/HIV. Sífilis e etc.]. Ser um Strigoi Vii, um vampyro não necessita de alimentação sanguínea.
4- Responsabilidade!
Nós devemos honrar a necessidade de estabelecermos objetivos materiais e racionais, antes de nos lançarmos rumo a exploração de nosso Nightside, devemos ter um bem estruturado Dayside. Espera-se que aqueles que irão conhecer nossos mistérios tenham alcançado a maioridade e a idade de 18 anos, não será permitido o envolvimento público ou privado de menores de idade na cena vampyrica.
5- Civilidade
Este se aplica ao tratamento para assuntos individuais. Se você tem problema com outro "do sangue", resolva-o particularmente, privativamente e com toda civilidade possível. Honrar e manter os códigos perdidos da etiqueta demonstra maior refinamento e uma melhor apresentação social dentro dos Sanctus e para os mundanos.
Querendo saber mais, a vários sites especializados sobre o assunto. Abaixo alguns destes sites:

sábado, 15 de março de 2008

Religião

Bem, esse sempre é um assunto difícil de se falar (até mesmo de se dialogar). Eu não deixo de sempre dizer a todos, sou um pagão!... Tá, um paleopagão.
Alguns confundem muito ser pagão com algo herético (o que não é completamente errado, já que significa do grego haíresis, escolha), algo pecaminoso, como se a pessoa não fosse batizada (coisa que se eu pudesse ter escolhido, não seria hoje em dia), mas a palavra vem do latim paganus, que significa homem do campo ou mesmo camponês, rústico. O paleopagão é aquele que tem crenças nos deuses antigos da humanidade, antes da Conversação (a.C.). No meu caso é a crença politeísta nos deuses helênicos.
Lógico, eles foram discriminados no momento da imposição da religião cristã e seus cultos e celebrações foram convertidos em feriados cristãos, mas muitos ainda os conhecem e estudam, pois fazem parte da história do mundo e são hoje conhecidos como mitologia grega.
A várias confusões que acontecem entre os deuses helênicos e romanos, devido suas semelhanças, como melhor exemplo Hércules (mais conhecido) e Héracles. O primeiro nome é uma referência latina ao segundo, mas a história é a mesma. Nascida da relação de uma humana com um deus, Héracles era o homem mais forte do mundo, que fora submetido a doze trabalhos. Seu semelhante bíblico, Sansão, tinha igual força, mas diziam que ele houvera adquirido-a de dons do deus hebráico, assim seus cabelo era sempre mantido grande. Quando vimos filmes de referência de um ou de outro, eles são sempre retratados como homens de aparência rudo, com cabelos grandes e - as vezes - barba. Ambos foram traídos por mulheres, Héracles foi traído pela própria esposa, que ungiu sua armadura com sangue de centauro, fazendo-o ficar em carne viva e matando-o. Héracles se elevou aos Campos Elísios e foi consagrado por seus pai, Zeus, como um grande guerreiro. Ajudou os deuses no combate ao Gigantes, onde salvou Hera, que o odiava mortalmente. Desposou no Olimpo sua meia-irmã Hebe, deusa da juventude. Já Sansão foi traído por Dalila, que cortou seus cabelos e o entregou aos seus inimigos, os Filisteus. Num último ato de sacrifício, ele pediu o retomar de suas forças ao deus hebráico, matando-se e aos seus inimigos.
Ser paleopagão é complicado nos dias de hoje, pois poucos acreditam e confiam que você é assim, que você não acredita no deus único, no deus hebráico, adotado pela religião cristã monoteísta.
Você não consegue conviver muito bem com a aceitação das pessoas, as vezes se submetendo a atos dos quais você não está dentro de suas crenças.
Como foi criado num meio cristão-católico, aí que a coisa piora mesmo, pois você é olhado como um "ovelha-negra", pois tudo se consegue ao louvar o deus deles. Não é bem assim, a fé que temos não importa que seja num deus único ou em vários é que faz as coisas acontecerem. Veja o exemplo de vários ateus que conquistam coisas, pois têm a fé neles mesmo. Mas é difícil aceitar tal situação, quando por quase dois mil anos nos é imposto uma religião na qual a pessoa frequenta um templo, acreditando que lá conseguirá a rendição.
Alguns podem pensar que por eu ser paleopagão, ou mesmo um helenista, sou um cara chegado aos sacríficios de virgens ou alguma coisa parecida, como retratados em filmes e as vezes divulgados em certos cultos, mas não. O máximo que acredito no sacríficio, é de si mesmo, mas não no intuíto de se matar ou a alguém, mas sim de se arriscar, para conseguir algo.
Bem, não sigo os dez mandamentos, que já ouvi muitos cristãos dizendo seguirem, mas adorando imagens de santos e até mesmo uma imagem do seu "salvador" em uma cruz. Eu adoro imagens, são representações da imagens terranas dos deuses, representam como eles seriam vistos, caso tomassem formas humana. Sou dévoto de Atena, deusa da sabedoria, de Apolo, deus das artes, e de Díoniso, deus dos prazeres e patrono do teatro. Sempre agradeço a eles os bem-fazeres que ocorrem comigo, mas nunca deixo de agradecer a um outro deus quando algo ligado a outro momentos de minha vida ocorrem. Quando alguém está muito doente, clamo a Asclépio por sua cura mais breve possível, quando vou me recolher ou quando alguém me fala isso, clamo aos deuses do sono e dos sonhos, Morfeu e Hipnos, que guiem as pessoas por bons sonhos, e por aí vai.
Uso em geral amuletos não ligados ao cultos dos deuses helênicos. Um dos meus preferidos é a ankh, símbolo egípcio da vida. Ela tem várias representações, desde a união dos deuses Osíris e Ísis, do panteão egípcio, até a simbologia da vida eterna, usada por muitos vampiristas e jogadores do RPG Vampiro: A Máscara. Outro que uso muito é o pentagrama, um símbolo mais antigo do que a atual concepção religiosa. O Pentagrama é a famosa estrela de cinco pontas, usada hoje em dia por neopagãos e wiccans. Ele simboliza as quatro forças na natureza (água, terra, fogo e ar), guiados pelo espírito (Akasha), também conhecidos como Os Cinco Elementos.
Tenho ainda, tatuado nas costas, o Udjat (ou udyat) ou Olho de Hórus, símbolo de proteção e poder.
Não posso - e nem quero - ir contra a crença da atualidade, onde o homem crê no deus hebraíco e faz dele seu "senhor", e do profeta Jesus de Nazaré, seu filho, o guia para a salvação (alguns crêem até que ele seja o "senhor"), mas gostaria também de que me aceitassem como sou, sem condenações e sem preconceitos (do dicionário = conceito antecipado e sem fundamento razoável). A falta de conhecimento do que as pessoas crêem leva a isso. Antes o conhecimento, depois a reprovação.
É aquele lance, não sou um devorador de criancinhas, nem vou sacrificar virgens em altares (só se eu fosse maluco para tal!), vou viver minha vida pedindo e agradecendo as minhas divindades, pois é assim que se adora a algo ou alguém, mesmo quando a morte chega aos nossos entes mais queridos... No meu caso peço a Tânatos, deus da morte, que os guie até o Inferno (diferente da concepção bíblica da palavra), reino do deus Hades, e lá os mostre o caminhos para os Campos Elísios, onde repousam os de bom coração.