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domingo, 7 de julho de 2019

O ÚLTIMO DOS CZARES (The Last Czars, 2019)


Nicolau II (Robert Jack) se torna o novo Czar com a morte de seu pai, Alexandre III. Perto do final do século XIX, se casa com a bela Alexandra Fyodorovna (Susanna Herbert) e é coroado czar. Seu período como czar foi um período de extremo desenvolvimento industrial de toda a Rússia, mas também acarretou em movimentos contra a autarquia do soberano. A insatisfação do povo russo crescia drasticamente, pois viam o país crescer, mas não haviam melhoras em suas condições de vida.
Nicolau pouco demonstrava sua preocupação com o povo, pois vivia cercado de seus ministros e conselheiros, que decidiam as posições que ele deveria tomar, tanto que entrou em um conflito contra o Império japonês, que foi uma catástrofe. Suas preocupações estavam voltadas para gerar um herdeiro, pois somente tivera filhas – Olga, Tatyana, Maria e Anastasia. Quando Alexey nasce, descobre que o menino tem hemofilia e, para após anos brucando ajudar seu herdeiro, entra em cena o “padre” Grigory Rasputin (Ben Cartwright), que impressionantemente deixa o jovem herdeiro melhor. Com isso, a czarina, crendo que Rasputin é uma benção, exige que sua permanência seja constante na corte, trazendo problemas para o governo totalitarista de Nicolau.
Com o crescimento dos problemas, atentados aos conselheiros de Nicolau, ele estabelece o Duma – um órgão legislativo do Império Russo.
Com a chegada da Primeira Guerra Mundial, os conselheiros de Nicolau o recomendam a entrar nessa nova guerra, contra o Império Austro-húngaro e a Alemanha. Com isso, os problemas tencionam ainda mais e a Revolução bate a porta do governo, com protestos, interrupções de batalhas, até o total domínio do poder russo, levando até pedido do czar de abrir mão do poder, encerrando séculos de domínio Romanov no império russo.
Isso é o resumo do resumo de “O Último dos Czares”, série documental da Netflix sobre os últimos anos de Nicolau II à frente do Império Russo.
A série tem caráter de documentário, mesmo com atores interpretando e atuando como os pivôs da crise que levaria a Queda dos Romanov. Ela é sempre intercalada com comentários e explanações de historiadores de grandes universidades mundiais, dando clareza do que ocorreu na Rússia de 1896 a 1917. Além disso, traz como pano de fundo a história da descoberta de uma jovem que diz ser a filha mais nova de Nicolau e Alexandra, Anastasia.
“O Último dos Czares” é um fantástico trabalho de estudo e compreensão histórica do que ocorreu com os últimos dos Romanov e o início da Revolução Russa, que levou a criação da União Soviética, uma Estado Comunista Totalitarista, que durou de 1917 a 1985, quando Gorbachev iniciou a Perestroika e a Glasnost.

sábado, 6 de julho de 2019

HUMAN - O que faz de nós humanos?


O que nos torna humanos? Amor? Força? Determinação? Obstinação? Emprego? Riqueza? Probreza? Felicidade? Tristeza?
Cada humano existe e vive uma realidade diferente de tudo e de todos. Alguns têm semelhanças, mas como eles encaram a realidade, muitas vezes, é de forma diferente.
O que é realmente amor? O que é ter Força, determinação e obstinação? O que é ser empregado? O que é riqueza? Ou pobreza?
A série documental “Human” – disponível, completa, no YouTube – mostra esses vários aspectos de ser humano.
Amamos, odiamos, lutamos, sobrevivemos, trabalhamos, nos importamos, somos esnobes, desprezamos os outros... pois somos humanos.
“Human” chega a ser mais do que um documentário, pois é o relato de várias vidas, vários tipos, religiões, gêneros, espécies humanas que sofrem, riem, se magoam, mas sempre descobrem que a vida humana, por mais dura ou “fácil” que seja, precisa ser vivida em sua plenitude.
No YouTube, individualmente, são 96 vídeos de cada ser humano que dá seu depoimento. Já a série-documental é dividida em três volume de uma hora e meia cada um. O conhecimento que cada um desses volumes traz no faz pensar um pouco sobre nós mesmos, seres humanos como cada um que narra sua vida em vídeos.
O que somos nós? Quem somos nós? O que nos diferencia? A cor de nossa pele? Nossa sexualidade? Nossa religião? Nossa condição social? Por que isso nos diferencia, já que respiramos o mesmo ar, precisamos de nos alimentar? Precisamos amar!
A iniciativa do diretor francês Yann Arthus-Bertrand é maravilhosa com “Human”. Contando com o apoio e produção da Humankind Production, da Google Cultural Institute, Foundation Goodplanet, “Human” se torna o mais abrangente e emocionante relato mundial do que a humanidade significa no geral.
Você tem soldados, sobreviventes, esposas e maridos – não importa o gênero –, trabalhadores, judeus e mulçumanos – que considero mais do que uma religião –, brancos, negros e amarelos – raça só existe uma, a humana –, todo o tipo de seres humanos, que falam sobre seus amores, suas decepções, sua luta constante, seu sofrimento, sua felicidade.
Mesmo que eu esteja fazendo esse relato sobre “Human” – algo que eu desejava ter feito quando assisti pela primeira vez, mas (como agora) me achava incompetente para isso –, somente assistindo para conseguir compreender de verdade o quão importante essa série é.
Antes de finalizar esse texto, que lhes deixar algo expressivo, que o ex-presidente do Uruguai, Jose Alberto Mujica Cordano, fala em “Human”:

“Ou você é feliz com pouco, com pouca bagagem, pois a felicidade está em você, ou não consegue nada.
Isso não é a apologia da pobreza, mas da sobriedade. Só que inventamos uma sociedade de consumo... consumista e a economia tem de crescer, ou acontece uma tragédia.
Inventamos uma montanha de consumos supérfluos. Compra-se e descarta-se. Mas o que se gasta é tempo de vida.
Quando compro algo, ou você compra, não pagamos com dinheiro, pagamos com o tempo de vida que tivemos de gastar para ter aquele dinheiro. Mas tem um detalhe: tudo se compra, menos a vida. A vida se gasta. E é lamentável desperdiçar a vida para perder a liberdade”.

Human” pode ser assistido no YouTube:


P.S.: Se eu pareci repetitivo e cansativo, me perdoem, mas também sou humano!