domingo, 24 de fevereiro de 2008

O Mundo em Duas Voltas

Bem, precisava escrever isso antes de continuar minha narração sobre meus livros.
Adoro documentários, ainda mais quando são bem feitos e hoje - 24/02/2008 - passou na Discovery Channel o documentário da família Schürmann "O Mundo em Duas Voltas".
Fazendo a travessia do navegador Fernão de Magalhães que pretendia chegar há um novo país de especiarias raras, mas morreu durante o percurso, quatro membros da Família Schürmann: Vilfredo, Heloísa, David e Kat, saíram no veleiro Aysso (Formoso, em tupi-guarani), em novembro de 1997, para fazer a rota que a tripulação de Magalhães cumpriu, com somente dezoito sobreviventes. Durante dois anos e meio, a família Schürmann passou por regiões magníficas, enfrentaram uma grande tempestade, quase foram assaltados por piratas e viveram momentos maravilhosos, para nos dar um lindo documentário feito por David Schürmann. Emocionante, e com belas imagens, o documentário será reprisado no dia 25/02/2008, as 15:00, e no dia 29/02/2008 (sexta-feira), as 22:00, no Canal Discovery Channel. É imperdível! Assistam abaixo o trailer (cortesia do site do filme).

video

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Livros - Primeira Parte

Bem, fiquei de contar sobre meus personagens sobrenaturais, não? Pois é, como amanhã, dia 17/02, será o Encontro de Vampirologia planejado por Morbidus Masden, nada mais justo do que falar sobre eles. Aqui ínicio minha história sobre minhas escritas, meus romances.
Tudo começa no final da década de 1980, quando eu estudava no Colégio Nacional da Praia do Canto - Vitória/ES. O professor de português, Emílio Gozze Pagotto, um grande mestre, nos incentivava a desenvolver a imaginação, a escrevermos (os pretensos escritores), a compormos (os pretensos músicos e compositores) e a desenharmos (os pretensos artistas plásticos).
Emílio era uma pessoa que ajudava os outros a desenvolverem seus talentos. Nos ensinava com músicas e com suas histórias cotidianas da infância... Estou me pretendo demais a isso, vamos seguir... Bem, com o incentivo de Emílio, eu comecei o desenvolvimento de meus escritos ficcionais. De viagens espaciais a seres bárbaras, desenvolvia meu gosto pela escrita.
Através do que chamávamos de composição (hoje chamada de redação), escrevi meu primeiro conto de ficção científica, onde eu e alguns colegas da classe fazíamos uma viagem numa nave, construída sobre a supervisão do nosso mestre (lógico!). Interessante falar em Emílio, pois ele me incentivou a outra coisa, a criação de personagens, mas isso fica pra depois...
Seguindo, depois de Emílio sair do Espírito Santo para "crescer", deixei de lado a escrita, mas não a criação de personagens, até ir parar na Escola de Segundo Grau "Fernando Duarte Rabello". Lá, uma outra professora de Português me deu o incentivo para recomeçar. Mostrei a ela a história de um vampiro centenário, chamado Alexander Ulianov III, que vai atrás da reencarnação de sua amante-irmã.
Tá, é estranho, mas era a história que eu pensava. Alexander Ulianov III era filho de um nobre romeno, conde de um dos condados da Moldávia. Os dois vão a guerra contra os hungaros, pela possessão da Transilvânia e voltam amaldiçoados por uma bruxa magiar, que os transforma em vampiros. Bem, quem não sabe o que são vampiros, na mitologia, não é muito chegado em filmes de terror, mas vamos a explicação mitológica: vampiros são seres imortais, que em geral agem à noite, bebendo sangue. Bem, dependendo da linha de interpretação de cada contador de estórias vampíricas, vampiros têm aversão ao sol, objetos religiosos, alho ou prata, alguns destes objetos podem até mesmo matá-los, de acordo com Buffy e Blade. Minha história já tem uma abordagem diferente. Meu vampiro é imortal, mas vive como um humano normal, a única diferença é que ele precisa de sangue para viver. Não tem problemas com sol, come de tudo, é um cristão-católico, graças ao domínio romano-germânico nas suas terras, mas se alguém enfiar-lhe uma estaca no coração e cortar sua cabeça, ele definitivamente morre. Conte com isso queimar a carne e deixar as cinzas serem sopradas pelo vento, então não há volta mesmo.
Alexander e o pai retornam ao castelo com a maldição em seus corpos, mas somente a noite é que comentem o mal profundo. Alexander sacrifica o próprio irmão e desperta de sua insanidade com os gritos desesperados da criadagem que vê seu pai agindo da mesma forma com sua mãe. Tentando se redimir e salvar a última pessoa da sua família, que não fora amaldiçoada, na parte da manhã encaminha a irmão caçula, com um servo fiel, para uma choupana pertencente a eles.
Ataques constantes levam os moradores da vila próxima a atacarem o castelo, matando os pais de Alexander, mas ele consegue fugir antes de ser pego também.
Alexander se afasta durante doze anos e retorna as suas terras, encontrando um jovem próxima ao rio, se apaixona por ela. Os dois não sabem de sua ligação, então o romance dele atinge o segundo estágio, e quando isso acontece, o servo, um cigano conta-lhe quem ela é. Ele, agora completamente apaixonado, ignora o fato e continua a relação, então uma bela noite a transforma em vampira, com autorização da própria, lógico. Conta-lhe então toda a história dos dois, deixando-a enfurecida, o que a leva a agir impensadamente. Só que ela não tem capacidade para enfrentar a vila inteira e é queimada viva.
Alexander, contrariado, queima toda a vila, à noite, enquanto todos dormem. Aqueles que fogem das casas, ele degola. De acordo com o seu servo, um cigano conhecedor das magias arcanas, sua irmã fora purificada com o fogo e reencarnará na forma de outra pessoa, num país ainda não colonizado. Alexander então viaja por toda a Europa e Ásia, até que descobre que espanhóis e portugueses estão decididos a descobrir novas terras. Embarca então no intuito de buscar sua alma gêmea, sua irmã reencarnada, mas sempre é infrutífero. Sempre acompanhado de um servo cigano, pertencente a linhagem do seu antigo, que lhe revelou a reencarnação, ele fica ciente de algo.
Faz fortuna, guardando os bens de sua família em investimentos diversos. Na Revolução Industrial investe em maquinários que o fazem crescer mais e mais. Se tornando um multimilionário, Alexander investe muitos recursos em busca de sua irmã, até que ela reencarna numa jovem marchand, Marcelle.
Alexander vive com duas outras vampiras, Lilith e Althéia. Seu melhor amigo é um cigano, descendente do vidente, que também administra a fortuna de Alexander e tem o mesmos poderes de seu antecessor.
Alexander encontra Marcelle coincidentemente numa boate, onde ela está com uma amiga, a espera do namorado. Os dois se reconhecem, mas ela ignora o fato de ser quem é, ao contrário dele, que adquiriu sensibilidade para saber.
Lógico, a história não tinha fim, parava aí, mas minha professora me incentivou a continuar escrevendo, só que eu achei que estava "muito" semelhante com Drácula: nobre romeno, amada que reencarna, então preferi mudar um pouco o aspecto da história, transformando esta numa peça teatral chamada "Amor Sombrio". Na peça, ela começa com Alexander encontrando Marcelle na boate, com sua amiga Christiane, que se encanta por ele. A peça tem um narrador, que amarra as cenas. Nela Alexander conhecerá seu servo e amigo, um marchand (como Marcelle seria no livro), que o ajuda a conquistar Marcelle. Seus inimigos na peça são os namorados de Marcelle e Christiane, Jorge e Carlos, uma médica, Doutora Caroline e um caçador de vampiros, Doutor Moerbius.
Tá, parece mais ainda com Drácula, mas a idéia da peça é uma homenagem a Bram Stoker mesmo. Quanto ao livro? Bem, ele ganhou um novo enredo, uma nova abordagem.
Depois de ler Entrevista com o Vampiro, de Anne Rice, percebi que o lance da narrativa era bem interessante e tentei lançar esta abordagem, mas agora a personagem era uma vampira, Marcelle Anthemimus.
Marcelle Anthemimus é uma jovem grega, de dezesseis anos, que se torna imortal na mesma noite em que a sua mãe é morta por ela. O romance começa na introdução, quando Caroline Guimarães apresenta Marcelle. Caroline está refugiada, devido uma perseguição de outros vampiros que desejam matá-la por saber a história da grega. Depois vamos a Grécia, a mãe de Marcelle é uma sacerdotisa cretense, vulgarmente chamada de bruxa na atualidade, e vive em uma congregação de pessoas que seguem a mesma crença, só que ela faz um pacto com um ser demoníaco para a sobrevivência da filha no próprio ventre, sendo exilada por causa disso. Então ela vai morar em Atenas, com a filha, e lá se torna um prostituta, profissão que futuramente a própria Marcelle seguirá. Ela cresce e se torna uma bela jovem, mas a noite os rapazes que saem com ela sempre aparecem mortos e degolados. Suspeitando que a filha seja a condenada lamia, que todos desejam matar. Fazendo novamente a cerimônia, ela reconvoca o gênio maligno para saber o que está acontecendo, mas algo fatídico ocorre e Marcelle só descobre depois que desperta com a mãe nos braços, morta. A jovem condena o demônio e o ataca, este então, num ato de ira a condena a vida eterna, sobrevivendo de sangue durante as noites, conscientemente, e vagando durante o dia, como uma condenada. Marcelle faz uma cerimônia de enterro para a mãe e segue viagem para fora da Grécia. Seu primeiro destino principal é a Rússia de Catarina, A Grande. Ela conhece seu primeiro parceiro, o visconde Rustemov, só que ele não aceita bem a maldição que Marcelle, agora Catherina Stoyia, lhe concede. Ao matar uma serva durante o dia e sentir o sangue ferver em suas entranhas, Rustemov aceita ser guiado por Marcelle, que entende tanto quanto ele daquela situação, mas finge saber mais.
Vivem juntos durante um tempo e ela parte, com permissão da czarina Catarina, para longe. Seu próximo destino é o litoral, para ser mais exato, Espanha. Lá ela vive como uma concubina e conhece, numa noite de prazer, sua parceira, Lilith. Lógico, este nome é um apelido que ela ganha, como a primeira mulher de Marcelle. Ela se torna vampira também e uma grande companheira da grega. As duas vão então até a Alemanha e lá encontram um tipo de colônia de vampiros, após seguir um gigante louro e nórdico, chamado Forak. Esta colônia é administrada por dois vampiros, Hans e Fritz. Eles dois haviam sido transformados por Seth, um vampiro mais antigo que Marcelle. Elas acabam com a colônia e partem para África, onde Marcelle conhece Farud III, um antigo sacerdote do primeiro faraó do Antigo Egito. Ele trabalhava com o sumo-sacerdote Amon-Seth, que terminou matando o faraó na tentativa de lhe tomar o trono, mas foi parado pelo filho do faraó e fugiu, mas antes concedeu a Farud o dom da imortalidade, além de necessidade por sangue. Farud é chamado de djinn, um gênio maléfico que mata viajantes no deserto, e é o que ele faz. O que Marcelle estranha é que ele não tem o limite do sol, podendo se alimentar a qualquer hora do dia.
Dali seguem para o extremo sul da África, na Cidade do Cabo, que na época era uma vila de holandeses e portugueses. Lilith se habituara ao local, mas Marcelle preferiu fazer viagens por outros lugares, indo parar em Moçambique, onde conhece Marieta Elreas, a mamana madala ou mamadala. Ela fazia parte de um grupo de missionários portugueses, mas somente ela permaneceu no local. Ela era uma mulher mais velha e por isso era chamada por aquele nome.
Marcelle vivia no Cabo com Lilith, mas passava mais tempo viajando para Moçambique e com Mamadala do que com sua parceira.
Quando Lilith enjoou daquilo tudo, começou a insistir com Marcelle para tomarem o primeiro transporte para a Índia. transtornada, ela viajou, deixando mamadala com um desejo de ser igual Marcelle.
Chegando na Índia, viveram como prostitutas de luxo, satisfazendo homens, mulheres e casais. Saciavam sua sede moderadamente, as vezes com seus clientes ou nas ruas de Calcutá, com assaltantes. Durante um dia, Marcelle recebe um chamado a distância de um outro vampiro, seu nome era Nardan. Nardan era mais uma das vítimas de Seth, mas aprendera a se alimentar somente de moribundos que desejavam morrer, pois acreditava que a morte só deveria ser dada àquele que desejava. Ela então se atrasou para um encontro marcado com Lilith, deixando-a enfurecida e quando atenderam a um casal de clientes, ela terminou levando o rapaz quase a morte. Desesperada, Marcelle tenta trazê-lo de volta, mas ele já se tornara um zumbi. Tendo conhecimento daquilo a jovem deseja se tornar uma vampira também. Ela, Althéia, recebe então o dom da imortalidade dos lábios de Marcelle, também. O jovem, por ter esquecido de sua vida e ser muito bonito, ganhou o nome de Adônis.
Ela vive com o jovem casal e Lilith, mas tem encontros constantes constantes com Nardan, no Taj Mahal. Nardan era um poeta e ajudara na construção daquele belo monumento ao amor por uma pessoa, foi aí que conhecera Seth.
Cada dia que passa, Marcelle se afasta mais de seu companheiros e fica encantada com Nardan, mas descobre que este armou contra ela a mando de Seth, que soubera do que ela havia feito na Alemanha. Decide então se despedir dos companheiros e vai para China, onde conhece Tsiang Mai-Twi. Depois parte para o Estados Unidos, e conhece Morton Walker. Todos que ela conhecia ou eram vítimas de Seth, como Walker, ou consequências das vítimas de Seth, como Tsiang e Forak. Nos Estados Unidos ela prospera e segue para a Inglaterra.
Lá, com a renda que recebera da coroa russa, após a morte de seu "marido", Gregorin Rustemov, em um campo de batalha, vive como a condessa Catherina Rustemov. Conhece então Lord Nicholas Standburry Charles, sua maior paixão.
Vive com Nicholas e o transforma, com concentimento dele. Os dois mudam de nomes e vivem como herdeiros de si mesmo, mas um dia Marcelle que tudo não passa de mais uma armação de Seth, o que a deixa mais aborrecida é a carta deixada por Nicholas, confessando a traição que durou anos.
Amargurada, Marcelle deixa a Inglaterra e retorna à Alemanha, que ela considera seu segundo lar, mas chega em um momento dificil. A sua governanta, uma judia, é perseguida pelos nazistas, o que a faz matar, sem a necessidade de beber. Marcelle permanece vivendo na Alemanha, mesmo com a guerra e após ela. Procura então por um descendente direto, com a ajuda da neta do seu advogado, Germana Hesselberg, e descobre no Canadá um jovem orfão, que tem linhagem direta com a irmã de sua mãe. Escolhe uma família para adotá-lo e lhe dá o nome de Olimpus. Se torna uma palestrante sobre mitologia e história antiga, e conhece na Argentina um jovem rpgista, chamado Armando. Depois disso é outra história que ainda estou desenvolvendo e conto outro dia...

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Odal Ortuo Od - Segunda Parte

Segue a continuação da primeira aventura de Joshua e Miguel...
Antes leiam a primeira parte. Espero que gostem!
A vila era conhecida como Aiarp e era um enorme contraste com o terreno árido, do qual eles vinham, parecendo algo impossível. Uma grande extensão de mar surgia no horizonte, haviam árvores, gramíneas, diversos tipos de plantações, mas tudo a um limite, como se separasse a região desértica da vila.

Falando praticamente sílaba por sílaba, Joshua perguntou a Ocit, por que chamavam-na de Aiarp, ele apontou para o extenso trecho de água e disse:

- Porque Aiarp nos banha, dando comida e matando nossa sede... – sem mais o que questionar, após conseguir traduzir a resposta, Joshua começou a se concentrar nas moradias a sua volta. Eles moravam em cavernas:

- Por que cavernas? – perguntou e Ocit respondeu:

- São saturg! - Essa tinha sido fácil, mas Ocit ofereceu algo parecido com um lápis. Pegando o objeto, o rapaz ficou espantado com a criatividade:

- Que interessante, é carvão revestido com um tipo de cipó. Engenhoso! – então escreveu na madeira da carroça: - “Por que vocês moram em saturg?”, esperando Ocit ler, ouviu Miguel:

- Como aprendeu a escrever assim?

- Leonardo Da Vinci! – respondeu.

- O que tem ele?

- Nos meus estudos autodidatas de filologia, descobri que Leonardo Da Vinci tinha o costume de escrever ao contrário, então me acostumei a fazer o mesmo, pois assim posso guardar segredos, sem medo de alguém tentar ler. – Disse. Ao perceber que Ocit terminara de ler, lhe entregou o objeto de escrita, esperando a resposta. Com um olhar de desaprovação, ele sacou um bolo de folhas juntadas por um tipo de resina natural e indagou:

- Por que não me pediu o caderno antes? – o nível de vergonha chegou ao extremo em Joshua. Avaliara que, por eles morarem em cavernas, tinham um modo rudimentar de escrever, se expressando em paredes ou em qualquer lugar que pudessem se entender, mas percebera tarde demais que as tábuas da carroça não possuíam nada escrito, a não ser por ele.

Após escrever em uma das folhas, Ocit a arrancou cuidadosamente e entregou à Joshua, que leu em voz alta:

- “Saturg são as moradias que Arret nos deu. Ela é a deusa-mãe, que nos dá o que comer como Aiarp. É a força mantenedora, que unida a Uec, cuida de nós. Los e Aul são seus filhos que dividem o tempo, mantendo o equilíbrio”... – em um tom sarcástico, Miguel falou:

- Não servem pra você, Joshua, eles têm uma religião...

- É mais que isso, Miguel. – Disse o jovem, ajeitando os óculos. – Apesar de um intelecto avançado, eles ainda possuem a crença de que o solo e o firmamento, acima de nossas cabeças, são deuses. Estamos numa comunidade politeísta, eles crêem que tudo a volta deles são divindades, como Aiarp, que é mais do que o nome da vila deles...

- Aiarp? – retrucou Ocit, ao entender o nome, e voltou a escrever. Achava aquilo trabalhoso, mas estava gostando de poder se comunicar com os estrangeiros. Ao terminar, entregou uma nova folha a Joshua:

- O que diz aí, agora? – questionou Miguel.

- Ele só repete e afirma que Aiarp, como Arret, lhes dá comida e cessa a sede. – responde Joshua, e pensando no que falar, arranhou palavras inversamente:

- Quem é o líder? – Aquela conversa, próximo a carroça, chamou a atenção dos outros moradores. Uma mulher saiu da aturg que eles pararam na frente e falou com Ocit:

- Quem são estes gigantes, marido? – Ele a beijou e disse:

- São estrangeiros, esposa. – Pediu a folha a Joshua e escreveu no verso: - “Essa é minha esposa, Aivalf”, e entregou para o rapaz, que tornou a ler em voz alta, para que o primo soubesse de tudo. Vendo a atitude do marido, Aivalf o interroga:

- Desde quando você gosta de escrever, marido? – Percebendo a aglomeração, Ocit chama os três para entrarem. Joshua era mais alto que Ocit e Aivalf, mas Miguel era bem mais alto que ele, o que parecia para os diminutos seres, igual um gigante. Com seus 1,78 m, Miguel ultrapassava Joshua em dez centímetros, então foi certo incomodo para ele, mais do que para seu primo, entrar na aturg. Ao entrarem, Joshua reparou na quantidade de espaço que a moradia possuía, e como fora aproveitado. As estalagmites foram transformadas em locais para se sentar, coberto de almofadas dos mais diversos tipos e tamanhos. Eles tinham muitos enfeites, com pele de animais e, no meio daquilo tudo, eles tinham uma fonte natural, que caía dentro de uma piscina que não transbordava o que Joshua desconfiou fazer parte de um leito que deveria ir até o mar ali próximo, fazendo um processo de reciclagem natural da água. Olhou para Miguel, que parecia espantado com aquilo tudo:

- Meu filho, Onurb – falou Ocit, colocando a mão sobre o ombro de um jovem, que tinha sua altura, mas aparentava ter doze anos. Fez um gesto para ficarem a vontade e entraram mais no fundo da aturg, com o filho e a esposa.

Miguel correu à fonte e colocou a mão embaixo:

- É fria... – encheu a mão e bebeu. – e parece fresca, doce. Podemos bebê-la! – Joshua se aproximou do primo e fez o mesmo. Beberam o bastante para saciarem a própria sede, então Miguel foi em direção do sofá de pedra e sentou sobre as almofadas:

- Caramba, Joshua, estas almofadas são muito macias. – pegou uma na mão e apertou. – São feitas de pena! – Então surgem Ocit e Onurb, fazendo Miguel se levantar no salto. Gesticulando para que se sentissem a vontade, os anfitriões entregaram uma folha escrita a Joshua. Se sentando novamente, o rapaz pergunta ao primo:

- O que eles escreveram?

- “Somos uma família humilde, vivemos do que Arret nos dá para comer, assim como Aiarp, que também supre a nossa sede. Eu, Ocit e meu filho, Onurb, os levaremos até o Dono”... Dono? Ele têm um dono?

- Talvez seja como aturg ou mesmo o nome deles, então seria... Onod? – Falou Miguel, levantando-se do sofá e indo em direção ao primo.

- Você deve estar certo Miguel... – afirmou Joshua. Pediu o lápis a Ocit e escreveu: - “Está bem, mas não nos importamos com quantidade ou qualidade, e sim com hospitalidade. O importante mesmo é que vocês têm o suficiente para si. Se puderem nos ajudar, ajudaremos vocês”, entregando para Ocit, que leu e sorriu humildemente, sacudindo a cabeça em afirmação:

- O que você escreveu? – Questionou Miguel, mas Joshua ignorou e disse:

- Bem, agora vamos até o Onod! – convidou o primo, indignado por não obter uma resposta, e os dois moradores daquela aturg para irem até seu próximo destino.

Ao saírem pela porta, aparentemente a vila inteira estava ali. Abrindo caminho entre eles, um homem de voz grave e rouca, chegava gritando:

- Deixem-me passar! Deixem-me passar! – Era um homem atarracado, com uma aparência robusta, mas apesar do seu tamanho, era mais alto que Ocit.

As definições de altura eram muito estranhas, pois todos eram mais baixos que Joshua, que ainda era dez centímetros mais baixo que Miguel, transformando este em um gigante entre todos:

- O que é isso Ocit? Quem são essas pessoas? – resmungou Solrac.

- São estrangeiros Onod. Encontrei-os perdidos em Otresed, quando eu voltava de Opmac... – Joshua e Miguel não entendiam nada, por mais que prestasse atenção na conversa, as palavras fluíam rapidamente:

- Como nos trás gigantes até o povoado, quando o Espilce está para acontecer? – a palavra foi ressaltada, chamando a atenção de Joshua, que conseguiu traduzi-la como eclipse e pensou: - “Por que temem a um eclipse?”, mas continuou a prestar atenção na conversa, para ver se conseguia captar mais alguma coisa:

- Eles pediram rendição e foram bem simpáticos, apesar de discutirem muito entre si. O maior não entende nada, mas o menor é bem inteligente, como a aiceforp diz. – Outra palavra se destaca e é traduzida facilmente por Joshua, profecia, então ele formula bem a pergunta a fazer para Ocit:

- Que profecia, Ocit? – mostrando a palma da mão aberta, em sinal de espera, para Joshua, o pequeno homem continuou sua conversa com seu líder:

- Estava levando-os ao honorável Onod, mas ele veio até nós! – concluiu, se curvando enquanto falava, em sinal de reverência. A curiosidade de Joshua parecia fervilhar dentro dele, mas Miguel parecia intrigado por perceber a ansiedade do primo, o que demonstrava que ele entendera alguma coisa daquela conversa:

- Joshua, o que você entendeu desta conversa toda? O que você perguntou para eles, que ficou sem resposta?

- Somente duas palavras e em frases diferente, vindas cada uma de cada um deles...

- Quê?

- Cada um deles falou algo, que consegui entender uma das palavras, que eles ressaltaram. – Disse. – Eclipse e profecia... Mas não imagino o sentido que elas têm...

- O que eles estão falando? – resmungou Solrac.

- Também não faço a mínima idéia, Onod.

- Eu sei, - disse uma voz no fundo da multidão, que foi se aproximando. – lembra papai, que eu estava aprendendo uma língua nova com o professor Ocirederf. Ele me ensinara a inverter nossas palavras, tanto na escrita, quanto na fala. – Uma linda jovem surgiu do meio da multidão curiosa:

- Alicsirp, minha filha, será que poderia nos dizer então os que eles falam?

- Eles tentam nos entender, como nós a eles. Estão tão curiosos quanto nós. – Disse isso, encarando Joshua, e então falou, de forma completamente compreensível para Joshua e Miguel. – Olá, meu nome é Alicsirp, filha do Onod Solrac, e futura Anod de Aiarp.

Joshua parecia fascinado com aquilo, mas Miguel sentindo aliviado, foi o primeiro a falar:

- Pô, finalmente alguém que fala certo...

- Entendam, para nós, vocês falam errado. – Ela respondeu. Sua voz era aveludada, ressoando docemente aos ouvidos de Joshua. Ele a observava, ela tinha belos cabelos compridos e anelados, que atingiam seu ombro, seu rosto tinha um desenho suave, numa pele num tom amorenado. Seus olhos tinham a mesma tonalidade dos dele, como se fosse um olhar no espelho. Ela possuía também o mesmo olhar de Joshua, de busca de conhecimento, de fascínio:

- Como aprendeu a fala igual a nós? – perguntou, afinal.

- Tive um professor particular, Ocirederf, tinha uma teoria de que existem outros povos além deste plano que estamos. Ele então tentou aprender a língua dos outros povos e as invertia, assim sua capacidade de tipos de falas se triplicava. Ele me ensinou tudo, sempre afirmando que uma Anod deve ter conhecimentos além das fornteiras no tempo e no espaço. Na verdade, nunca pensei que viria a ultilizar este tipo de língua, mas parece que estava errada...

- Você fala muito bem...

- Estudo idiomas desde nova. Sou preparada desde cedo para ser a futura Anod. – falou, encarando fixamente Joshua. E vocês, de onde são? Como chegaram aqui? – Se interpondo, Miguel falou:

- Caramba, pergunta isso não, que ele vai enrolar, fazendo observações científicas...

- Eu adoraria ouvir. – Falou, deixando Miguel no meio de uma fala. Continuou olhando para Joshua. – Conte-me tudo, adoraria aprender.

Exatasiado e fascinado, Joshua sentiu a presença da mão dela, tocando a sua e segurando-a:

- Sua mão é macia. – Ela disse.

- A sua também. – Exclamou, timidamente. Vendo o rosto dela corar e um leve sorriso se formar, ele sorriu também. Então ela disse, na própria língua:

- Vou conversar com este estrangeiro, depois lhes comunicarei o que conversamos... – Solrac se aproximou dela e disse:

- Cuidado minha filha, não podemos confiar nestes gigantes, eles não conhecem nossas tradições...

- Meu pai, eu sei como me cuidar. Quando terminar minha conversa com ele, lhe contarei tudo. – Enquanto isso, Miguel falava com Joshua:

- Qual o lance das mãozinhas dadas?

- Não sei, ela deve querer conversar comigo em particular, acredito. A medida do tempo que passamos aqui, começo a compreender um pouco mais do jeito deles falarem...

- Aê Joshua, chega de blá-blá-blá... Ela pode ser a mó gatinha, mas cuidado. Não conhecemos nada dos hábitos deste pessoal, eles falam super-diferente, não nos entendem e nem nós a eles, aí aparece uma mina mó linda, sei não... Sinistro demais!

- Acredito que você está desconfiado a toa. Pelo menos, agora, posso descobrir mais como aquelas duas palavras se encaixam... – ela se interpôs entre os dois:

- Vamos?

- Peraê, aonde cês vão? – retrucou Miguel, preocupado.

- Precisamos conversar, em particular. – Ela respondeu, puxando Joshua e deixando Miguel atordoado:

-Peraí, faz isso não! Ô Joshua! Joshua, num me deixa aqui sozinho, não! Pelo menos você escreve, como vou fazer pra me entender com esse pessoal? – Só que era tarde e ele viu o primo pelas costas, tomando distância. Apesar dos gritos e berros, que levou a todos os moradores olharem estranhamente para ele, ficou no vácuo e completamente solitário, no meio de tantas pessoas da vila. Olhou para eles, que os observava, e disse:

- Let’s play?

Joshua e Alicsirp se distanciaram bastante da aglomeração, indo parar as margens de Aiarp. Que quebrava em pequenas marolas, com espumas cintilantes.. Sentaram-se no solo fofo e deixaram os pés, que eles descalçaram, serem molhados pelas quebras d’água. Sentindo uma vontade crescente em interrogá-la, Joshua foi o primeira a quebrar o silêncio:

- Por que somente eu? Meu primo também tem direito de participar desta conversa...

- Sim, eu sei, mas de acordo com Ocit, você é o mais inteligente dentre os dois. Ele já deve ter lhe contado algo sobre nossas crenças, não?

- Sim ,ele mencionou sobre Arret, Uec, Los e Aul, mas durante a conversa de seu pai com Ocit, consegui identificar duas palavras, espilce e aiceforp, o que significam?

- Bem, não sou tão crente quanto o resto do povo, mas vou lhe contar nossa mitologia...

- Você não é tão crente?

- Na verdade, não acredito no mesmo que eles. Ocit e todo o povo acreditam em uma aiceforp que já foi desmistificada pelo professor Ocirederf, só que ele foi considerado um descrente, foi xingado de oxurb e sacrificado.

- Sacrificado? – Joshua engoliu a seco, assustado. – Mas por que fizeram isso?

- Bem, para você entender melhor, preciso lhe contar nossa mitologia: - “Tudo se inicia com Uec. Quando este decidi se unir a Arret e untar os dois reinos, geram filhos, Los e Aul. Los se casa com Aid e Aul com Etion. Los, sempre fiel, nunca deixa Aid sozinha, enquanto Aul, sempre larga Etion só, o que a leva a ter um ciúmes doentio. Quando Aul reina sobre Etion, com seus filhos, salertse, chamamos de Aralc Etion, mas quando Aul desaparece do firmamento, deixando Etion sozinha com seus filhos, chamamos de Arucse Etion. Só que, de vinte em vinte anos, Etion explode de ciúmes, e cobre Aid e expulsando Los, achando que Aul é seu amante, e solta seus sovroc, causando o Espilce.

- Um eclipse solar!

- Um o quê? – perguntou Alicsirp, surpresa.

- Um eclipse solar é um acontecimento muito raro de se acontecer, podendo variar de tempos em tempos, mas é o momento em que o satélite natural que rodeia seu planeta se interpõe diante da estrela, causando uma enorme sombra, ou melhor, uma escuridão temporária. Os eclipses podem ser totais, onde a escuridão é plena, parcial, onde somente um canto da estrela é tampado, ou anular, onde se cria um anel de luminosidade em volta do satélite natural, no caso de vocês Aul.

- Fascinante! – Ela exclamou. – Você tem a mesma noção de Ocirederf... Mas isso não explica os sovroc!

- Devem ser morcegos, – pensou bem na resposta. – ou melhor, sogecrom.

- Sogecrom?

- Sim, eles devem sair mais cedo em período de eclipse... Isso sempre acontece?

- Não sei, pois nunca sai durante o Espilce, e nunca foi permitido a ninguém fazê-lo. Só que, dias atrás, Ocirederf testemunhou ter saído durante o último. Foi no dia em que eu nasci. Ele disse que não era nada demais, somente um breve desaparecimento de Los, depois ele retornava, como se nada tivesse acontecido. Só que a relatos nos livros antigos que falam sobre ataques de animais enormes, mas nunca pensei em sogecrom. Os que eu vi, durante o dia, eram pequenos...

- Mas com as asas abertas, eles aumentam a própria envergadura, parecendo maiores do que são. – argumentou. Alicsirp estava encantada com Joshua, completamente extasiada com todo seu relato. Ele a lembrava tanto de seu mestre, por quem um dia revelou uma paixão. Ocirederf, meio encabulado com tal revelação, lhe disse:

- “A confusão que faz é completamente natural. Sinto-me honrado com tal revelação, mas acho que está confundindo os sentimentos. Você é jovem, Alicsirp, está em período de descobertas, um dia aprenderá a entender melhor seu sentimentos. No momento acredito que esteja confundindo o seu sentimento com admiração. Um dia, encontrará um jovem, da sua idade provavelmente, no qual sentirá esta paixão, mas talvez não saiba identificá-la, e confundirá com admiração”. – Aquela lembrança veio como um baque para ela, tanto que Joshua se assustou com o olhar perdido dela:

- Aconteceu alguma coisa? Você está bem?

- Ele rop adanoxiapa uotse? – falou, num murmúrio e rapidamente.

- O quê você disse? – retrucou Joshua, que não entendera nada.

- Não... Nada... Estou bem, sim, é que me lembrei de algo que meu professor me falou...

- Você gosta muito dele, não é?

- Sim, - disse de forma sonhadora. – eu tinha uma grande admiração por ele. Tudo que ele estudava, o que ele aprendia, sua sabedoria... Mas era só isso. – E sentiu um frio na barriga, ao confirmar.

- Que bom. – Respondeu Joshua, sorrindo. O sorriso dele fez o rosto dela corar e esquentar, o corpo começou a formigar:

- No que você acredita, Joshua? – perguntou com uma voz melodiosa, que até mesmo ela estranhou.

- Eu... Bem, num contexto geral, acredito que sempre existe uma explicação para tudo...

- Não é disso que estou falando. – Falou, meio contrariada, mas retornou rapidamente ao tom anterior. – Você acredita que existe uma pessoa para cada um? Romances espontâneos? Amor à primeira vista?

- Por que está perguntando isso? – retrucou Joshua, sentindo a boca secar.

- Não, nada... – respondeu, como se despertasse de um transe. – É que, há muito tempo atrás, meu professor soltou a teoria sobre amores repentinos, e eu queria se você tinha a mesma teoria. – Achando aquilo sem cabimento, Joshua preferiu ignorar e retomar a conversa anterior:

- Bem, mas você não falou sobre aiceforp. O que isso tem haver conosco?

- Com vocês, não, com você! Isso é parte do mito. Dizem que um gigante, munido de enorme sabedoria, convenceria Etion de que Aul não a trai com Aid, e que era para desistir de tomar o lugar que pertence a ela, deixando-a em paz com Los. Dizendo em poucas palavras, o Espilce acontecerá dentro de três ciclos e você será nosso salvador, expressando seu feito na pedra de frente à alupúc, onde nos escondemos. – Joshua ficou estático com aquilo. “Ser salvador” não estava nos objetivos dele.

Levantaram-se. O Los já havia se posto, dando lugar a Aul, Etion e Salertse, seus filhos. Eles voltaram ao centro, que já estava vazio. Alicsirp retorna ao seu lar, enquanto Joshua volta para a aturg de Ocit, onde Miguel o espera, sentado na carroça:

- E aí?

- E aí, o quê?

- Se beijaram?

- Fala sério, Miguel?! Nós fomos lá para conversar, não para paquerar...

- Ah sei... Então tá, ô virgem, sobre o que conversaram? Ela falou o que queria dizer as tais palavras, no contexto geral?

- Sim, fazem parte de um crença deles, um tipo de profecia. – falou, enquanto se sentava ao lado do primo:

- Então conta aí! – Exclamou Miguel e Joshua iniciou o relato, de tudo que Alicsirp havia lhe falado:

- Você, herói e salvador? – ponderou Miguel, em tom de surpresa, ao fim da revelação, e então argumentou, pesadamente. – Cê tá ferrado, cara! Só espero que estejamos de volta a nossa Terra, quando daqui a vinte anos, eles perceberem que vocÊ não fez nada...

- Eu não quero estar aqui amanhã! – exclamou Joshua, abruptamente. – Não quero ser a pessoa a mentir para este povo dentro de três meses, e nem quero ser morto, por tentar revelar a verdade. Amanhã escreverei a Ocit, pedindo para nos levar aonde nos encontrou.

- Mas por que isso? – Pergunta Miguel, espantado com a reação do primo.

- Pra que ficarmos mais aqui? Você já teve sua aventura, até de gigante eles te chamaram, e eu tenho fatos e relatos suficientes para o resto do meu período na universidade. Poderia fazer uma defesa de doutorado com o que testemunhamos aqui. O que mais temos para fazer?

- E a... Como é mesmo o nome dela?

- Alicsirp?! O que tem ela?

- Nomezinho complicado... – comentou Miguel, em voz baixa. – Olha, posso não entender esses nomes ou mesmo o jeito de escrever ou falar desse povo, mas quando pinta um clima, dá pra sacar...

- Que clima? – retruca Joshua, com o rosto esquentando. – Não sei do que você está falando...

- Ah Joshua, cê acha que eu sou otário? Eu vi a tua cara quando aquela moça, a Acipre... sei lá das quantas, pegou na tua mão! – respondeu Miguel, fazendo Joshua corar. – Sem contar que a pergunta dela, sobre amor à primeira vista...

- Ela perguntou sobre romances espontâneos... – argumentou, pois não contara sobre a outra frase, guardando para si.

- Dá na mes ma! – garfou Miguel, percebendo o acanhamento do primo. – Você sentiu o estômago embrulhar? Sua cabeça girar? Seu corpo suar frio? – Joshua tenta falar, mas Miguel continua. – Não tenta argumentar sobre o que você entende pouco... Aí, encontrei uma coisa da qual você não entende nada, sentir algo por alguém...

- E o que você entende disso? – falou Joshua, nervosamente e sem pensar. – O único relacionamento sério que você teve foi... foi... – preferiu não continuar, pois percebera a besteira que falou. Miguel então retrucou aborrecido:

- Continua... Vamos, fala de Cynthia! Vamos ver o quanto você sabe sobre relacionamento...

- Foi mal, Miguel, eu não quis te ofender... – falou Joshua, tentando se desculpar, mas Miguel já saltara da carroça, lhe dando as costas:

- Melhor entrar pra dormir, – disse, numa voz soturna. – acredito que teremos um dia longo amanhã. – Seguiu em direção à aturg de Ocit e entrou.

Joshua, por um momento, esquecera totalmente do sofrimento que o primo passara com a ex-namorada. Raramente eles falavam sobre assunto, mais raro ainda era mencionar o nome dela. Cynthia e Miguel haviam começado o namoro na quinta série e continuaram durante todo o ensino fundamental. Faziam planos de viajar juntos e cursar o ensino superior fora do estado, talvez até mesmo fora do país. Mas um desastre aconteceu na vida de Miguel, a avó dele e de Joshua, havia adoecido seriamente e internada. Aquilo abalou toda a família, piorou mais ainda quando ela faleceu. Sua mãe ficou completamente arrasada e ficara inviável abandonar a família, só que Cynthia não queria saber. Terminou com Miguel, dizendo que eles tinham incompatibilidade de prioridades, arrumou as malas e se mudou antes da conclusão da oitava série.

Miguel ficou e fez o vestibular. Dá última vez que tiveram notícias dela, estava trabalhando em uma loja de roupas e namorando um artista performático, em Nova Iorque.

Joshua sentiu-se mais culpado ainda, depois de lembrar daquele fato e entrou, cabisbaixo e cheio de remorso.


A Terceira parte já está disponível também, caso queiram lê-la.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Desenhos - Terceira Parte

Ficção Científica sempre foi algo intrigante para mim. Filmes como a série Guerra nas Estrelas ou mesmo Jornada nas Estrelas, sempre me deixaram fascinado de como a mente humana pode criar coisas fantásticas como naves espaciais, viagem pelo hiperespaço, fasers, sabres de luz e seres interplanetários. Legião dos Super-Heróis, era um dos quadrinhos (além do Batman e os Novos Titãs) que eu mais gostava de acompanhar da DC Comics, só que não podia criar algo do tipo grupo de super-heróis juvenis no futuro, então juntei tudo que eu mais gostava em todos os filmes, seriados (Babylon 5 e o próprio Jornadas nas Estrelas - 1ª Geração) e quadrinhos e desenvolvi Galaxya.
Bem a história parte do momento em que Corr Sairyi é convocado a um planeta, onde a deusa foi sequestrada por um dos escravos, e seu objetivo e levá-la de volta, só que Corr Sairyi é um mercenário espacial caçado pelo assassinato do soberano de um planeta que faz parte da Confereção Galaxial. Ele aceita a missão e parte atrás da deusa volusiin Aryannin e do escravo krarrashiin Kotharynn. Mal sabe ele que a Confederação colocou em seu encalço o seu caçador e confederado maesttriano Antares.
Aryannin e Kotharynn aterrisam em um meteoro que orbita uma estral anã, e lá encontram uma habitante, a humanóide Marcelle Menken, que conseguia sobreviver absorvendo energia da estrela.
Corr Sairyi consegue seu objetivo e captura Aryannin e Kotharynn, e de bandeja Marcelle. Leva a todos para Volos VI, mas é traído e não deixa ninguém para trás. Mas quando sai do Sistema Volos, se vê cercado por uma tropa de naves vulcalliis, comandados por Risan Cloniech, mas consegue escapar deles. Sua nave, Steel Eagle I, carinhosamente chamado por ele de SE I, possui vários tipos de campos de energia, mas nenhuma arma letal, além de ser uma nave com I.A. (Inteligência Artificial), o que faz dela a melhor companheira de Corr Sairyi.
Escapando da tropa de Risan, mas não longe de ser capturado, Corr Sairyi segue em busca de dois domynons, Glug e Blub, que são massas encefálicas vivas, e conhecem o segredo sobre Galaxya.
Galaxya é um tecno-planeta vivo, que vaga pelo universo, conhecendo civilizações e galáxias disitntas. Corr Sairyi pretende encontrá-lo, pois seria seu meio de aposentadoria viver dentro do planeta e nunca ser encontrado.
Saindo do bar dos gêmeos, ele se deixa ser capturado por Antares e é levado a julgamento para Thrithan, onde habita a confederação. O Confederado-mor e thirtaniin Stahirr tenta julgá-lo culpado pelo assassinato, mas este é inocentado por Magh Nussy III, filho do soberano de Maghnessy e assassino do próprio pai. Assim sendo, adiam um outro julgamento, enquanto Corr Sairyi descobre a história de Antares, que fora o primeiro terrano a fazer uma viagem ao Sistema Antares, mas fora tragado por uma implosão estelar e jogado desacordado num passado bem distante (ficção científica, gente!), sem um mínimo de memória residual de sua vida e revestido por uma carapaça escarlate, fundida ao se corpo. Além de possuir a capacidade de gerar calor como uma estrela.
Corr Sairyi é julgado culpado e mandado para exílio eterno, por ação de contra as leis da Confederação, mas não era exatamente isso que ele estava planejando. Só que antes de ser pego por SE I, ele é resgatado por Antares, Kotharynn, Aryannin e Marcelle Menken. O Grupo segue então em busca de Galaxya e quando o encontra, enfrenta um grande problema, pois o plantea não quer pessoas habitando dentro dele, assim instala uma bomba super-nova em SE I. Sentindo-se provocado, Corr Sairyi instala outra no coração do planeta, assim sendo os dois entram em acordo de habitação.
O perdão é dado a Corr Sairyi, desde que ele aja a favor da Confederação, e quando esta precisar dele. Mais três membros são incluidos ao grupo: o callynsii Bavan Sheys, o darkyaniin Ortsac Searamiug e a darkhiensii K-Thrynn Swiss. Bavan Sheys é um confederado-cientista e demonstra enorme interesse em conhecer Galaxya por dentro, enquanto Ortsac e K-Trhynn são habitantes de planetas inimigos e mantêm um romance a la Romeu e Julieta.
Antares é considerado líder do grupo, mas mesmo precisando obedecer a Confederação, Corr Sairyi ainda se mantém independente. Em uma de suas saídas em busca do comerciante de armas intergalaxial Domynnóm, ele esbarra é um ovo. Seu conteúdo é desconhecido para ele, mas o leva para dentro de Galaxya, onde o examina.
Corr Sairyi antes era um cientista da NASA e seu nome era Carlos Scandian. Se tornou um soldado após a morte de sua esposa e filha, num acidente espacial entre dois aéromóveis. Elas morreram na hora. Carlos ganhou o codinome de Corsário, pois suas missões eram sempre de busca e apreensão, mesmo a Terra não podendo ter armamentos bélicos ou participar de batalhas interestelares, Carlos era sempre enviado como agente especial, mas quando decidiu não obedecer ordens, foi pego numa emboscada por darkyaniis e quase morreu, sendo salvo por Phaellusiis. Aprendendo tudo que podia sobre o universo, dentro da biblioteca de Phaellans, Carlos decidi ir para Crisyen, onde é adotado como guerreiro do planeta e ganhando o nome de Corr Sairyi (que significa "aquele que se arrisca"). Uma das lembranças que guarda da emboscada é o olho que perdeu e mantém tapado por uma tapa-olho.
Do ovo, surge uma jovem que se parece muito com a filha falecida de Corr Sairyi. Ela tem as memórias da jovem e trata Corr Sairyi como a filha fazia, chamando-o pelo primeiro nome. Ele a chama de Synn Tharra (que significa "aquela que renasceu"), que é o mais próximo ao nome de sua filha falecida, Cynthia. Assim estava formada a equipe, que depois veio a fazer parte dela o agufalgaviano H-Glorr. Que, por causa de suas asas negras, é considerado como o deus renascido de seu povo: H-Kok. Só que, durante uma batalha de honra, por causa de sua irmã e o marido terrano dela, ele termina perdendo as asas e recebe artificiais. H-Kik, irmão de H-Glorr é casada com o terrano Skill Hawkesley. Um casamento totalmente fora do padrão do povo de Agufalgav, que se dividem pela cor das asas: Brancas, são a classe hierárquica de Agufalgav, cinzas é a classe científica-administrativa, marrons são os líderes em combate e guerreiros, malhados são uma classe somente de servos e soldados e sem-asas é a classe inferior, vivendo no fundo das Cordilheiras de Aguflagav. Skill precisou conquistar a honra de ser marido de H-Kik, e para isso contou com a ajuda de seu mais antigo amigo, Corr Sairyi, e do irmão de H-Kik, H-Glorr.
Então, quando Skill e H-Kik voltam a Agufalgav para o nascimento de seus filhos gêmeos, um novo combate é convocado, e Skill, Corr Sairyi e H-Glorr participam novamente do mesmo lado, enquanto do outros estão os Asas Marrons, C-Tak, C-Rokk e C-Tekra, irmã de C-Tak e que já tivera um caso com Corr Sairyi. Durante a batalha, a intenção dos Asas Marrons é a morte de Skill, mas H-Glorr não permite isso, e é encurralado por C-Tak e C-Rokk, tendo duas asas extraidas pelo primeiro. Mesmo sem asas e um dos olhos,que perdera quando estava em queda, ele vence os dois e sofre uma cirurgia emergencial. As ordens de assassinar Skill haviam vindo do próprio líder de Agufalgav, o pai de H-Kik e H-Glorr, H-Klon. A perda das asas do filho fora horrível e seu arrependimento foi grande, mas seu sentimento de culpa aumentou quando um dos gêmeos nasceu sem asas. H-Glorr se torna membro do Galaxya, com suas asas cibernéticas de arkumittum, metal próprio de Agufalgav, leve, maleável e super-resistente.
Esta é mais ou menos a história de Galaxya, que em breve transformarei em romance. Só que não ficaria feliz se não tivesse um universo de super-heróis no futuro também.
Partindo da história de Galaxya, criei um outro uma Terra futurística. A Corporações Dévero ainda existe e agora é chefiada por Germana Dévero. Ela é um clone de Jacob Dévero, mas com a força e agilidade ampliadas, assim sendo ela também se torna Ávatar, uma vigilante que cuida da Terra, no futuro. A força de defesa do planeta foi vendida a empresas particulares. A CADETE (Comando de Ação Defensivo da Terra), substituto da CODEBRA, cuida de parte da guarda do planeta, tendo como membros os Guerreiros Alados, liderados por Skill Hawkesley, cujo o codinome é Sombra e a própria Ávatar, além do exército mundial, uma englobação de todas as forças armadas de cada país em uma só. A FTE (Força Terra-Espaço), comandada pela Pielberg-Greenberg Enterprises, sob a presidência de Stendart, comanda a força espacial do planeta e a polícia global, uma união de todas as forças policiais de cada país e suas divisões: civil e federal.
Ávatar é acusada de um assassinato e é caçada pelos Cavaleiros Negros, gurpo da FTE, liderados por Ross Croisman Azevedo, conhecido como Arcanjo Negro. Tanto Ávatar, quanto Arcanjo Negro tem postos militares, ele é major e ela coronel, mas nem por isso é impedido de caçá-la.
Mesmo sabendo que seu traje não resistiria, Ávatar se arrisca a entrar num túnel hiperespacial, indo parar bem próximo ao Galaxya, sendo socorrida por eles (coincidência... não! O Galaxya estava se dirigindo a Terra, quando esbarrou com ela no hiperespaço). Ficando sabendo do julgamento dela e da impossibilidade de ter sido a assassina, pois descobrem sua dupla identidade, Antares resolve defendê-la, e quando está para ser inocentada, graças ao testemunho de si mesma, como Germana Dévero. Um homem aparece, vestido como Ávatar, mas usando o nome de Amargeddon, na intenção de assasiná-la, na sua identidade civil, inocentando-a completamente.
Temendo por sua vida, Germana parte com o Galaxya, para ser treinada por eles, e junto vai Ross Croisman Azevedo.
Batalhando junto a Confederação para que a Terra conseguisse formar um grupo de guerreiros, Germana, como Ávatar participa da guerra civil de Volos VI e de Karrash II, onde Kotharynn sai do cargo de Supremo, passando ao seu irmão, Kyrhakynn.
Ela está com o grupo quando Antares assume ser o Confederado-mor, para salvar Synn Tharra do Conn Lekkioarod, um colecionador espacial, e até quando ele é preso por falsidade ideológica, sendo isolado por cinco krarrs (contagem de tempo baseado na estrela Krarr, onde habita Phaellans e Karrash II. 1 krarr = 10 anos da Terra).
Quando Antares retorna, Germana já está na Terra, pois precisou ir para posse do novo Secretário Geral do governo mundial da Terra. Ela retorna, como Ávatar, servindo de guarda, junto com seu novo grupo de guerreiras, as Valkírias, do Secretário-Geral. Agora Galaxya é a base da Confederação Galaxial e uma nova eleição para Confederado-mor será feita.
Ross também vem ao Galaxya com seus Cavaleiros Negros, mas somente para servir de guia, o que o aborrece. Um de seus guerreiros o manipula a agir contra Ávatar, dando a ela uma bebida hipnótica. Ele faz isso, induzido pela mesma bebida, só que somente as Valquírias são manipuladas e convecidas a tentar matar o Secretário-geral. Sendo detidas por sua líder, o plano e´desmascarado e o soldado de Ross é detido. Ele é convencido a migrar seu grupo de Cavaleiros Negros para a CADETE e, após a eleição do novo Confederado-mor, que é o Confederado da Terra, Douglas Cambasi, ele é chamado para treinar um grupo de guerreiros da própria Confederação, que até então era protegida por guerreiros de seu planetas-membro, que nem sempre estavam disponíveis. Germana consegue a permissão para voltar a Terra e formar seu grupo, e volta com seu filho, Jonas Dévero.
Quando Germana viveu no Galaxya, um fio de seu cabelo foi adquirido por Bavan Sheys. Este então começou a desenvolver um clone que misturava o DNA de Germana, com o DNA de phaellusiis, criando um embrião com fisionomia terrana, mas fisiologia phaellusi. Jonas se desenvoveu durante três krarrs, ficando com a aparente idade de dezesseis anos terrano. Junto ao DNA também existia parte do soro conhecido como "fonte da juventude", desenvolvido na Terra, mas melhorado por Corr Sairyi, em Phaellans, este soro tem a intenção de manter o corpo terrano "conservado" por mais tempo do que teria na Terra. Antes fora desenvolvido para viagens de longas distâncias, com o corpo em extase, hoje, com a fórmula de Corr Sairyi, o corpo tem um envelhecimento retardado durante séculos, tanto que o próprio criador do soro tem mais tempo de vida do que todos os habitantes da Terra e ainda parenta ter quarenta anos.
Jonas desenvolve habilidades fora do comum: velocidade, agilidade, força, audição, faro sensível, sentidos apurados (quase igual Jonas Jorman, e esta era minha idéia) e habilidades de dar longos saltos. Seu aprendizado foi rápido, tanto mentalmente quanto fisicamente. Antares o adotou, tirando das mãos de Bavan Sheys, que depois disso, foi mandado de volta a Confederação, mas ele não podia cuidar do rapaz, então o mandou para Terra, com Germana. Junto com ele veio uma nave esquematizada por Corr Sairyi e construida pelos gêmeos Glug e Blub e um traje especial feito pelo próprio Galaxya. Ao chegar na Terra, ele conhece a Toca, que serviu de habitação para Jonas, e lá está o computador de Inteligência Artificial Patriarca. Junto com Ávatar, Jonas procura pessoas na Terra para formar o primeiro grupo de Guerreiros da Terra. Enquanto ele viaja na região setentrional do planeta, Ávatar vai pela meridional. Eles então juntam os seguintes Guerreiros da Terra (além deles): Blindagem, estadunidense capaz de revestir todo o corpo com uma blindagem invencível; Multi (ou Delta), clone do prof. Anthony Hawk que possui todos os poderes dos antigos membros do Comando Delta; Felino, é o deus Phaellusi Phaellans, que surgiu na Terra e aqui vive; Garra e Pluma, são os gêmeos Hawkesley, que já estão com idade suficiente para se tornarem Guerreiros da Terra, Garra usa asas do mesmo estilo do tio H-Glorr; Gravitron, Claudini Terence Hawk sobreviveu durante os milênios, graças a capacidade de absorver poderes dos outros, assim absorveu do próprio primo e de Long, que é imortal; Long, o humano-dragão continua vivo e agora faz parte deste grupo; Incredible, uma professora do sécculo XXI, que ganhou poderes incríveis de seres do espaço e ficou em animação suspensa pelo governo estadunidense; Kaáci, entidade da natureza; Sagitário, meio homem-meio cavalo, o jovem grego permaneceu vivo, sem o mínimo de possibilidades; Tigra, filha da phaellusi Sth-nnie e do terrano Seteve Howard, ela tem dons incríveis de felino; Tuareg, beduíno com capacidade de manipular ventos; Tupã, deus indígena brasileiro; e Universal, afilha de Mário assume o posto de guerreira dos deuses. Este grupo, que com a volta de Arcanjo Negro como líder, tem o intuíto de proteger a Terra, tanto dentro quanto no espaço, ajudando as outras forças de combate: Cavaleiros Negros, Valquírias, Exército Mundial e a Polícia Global, todos agora sobre a supervisão do CADETE.
Eu gosto de misturar as coisas que escrevo com criações de super-heróis. Mas é assim que desenvolvo minhas histórias, as vezes misturando as coisas. Assim é também no meu mundo sobrenatural, o dos vampiros, mas isso será outra história a contar...

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Desenhos - Segunda Parte

Continuando a história... Lógico, muitos dos meus personagens lembram outros já existentes, como o Comando Delta e os Novatos lembram os X-Men, mas é dificil ter-se criatividade nos dias de hoje, quando você vê vários personagens com poderes desenvolvidos. Tanto que para manter um pouco o lance de integridade, decidi criar uma velocista (tá, a DC Comics já tem a Jesse Quick (atual Liberty Belle), seu nome Táquion.
Táquion era uma personagem secundária (como
Jesse Chambers foi durante anos na DC), irmã de James "Jimmy" Lazzarotti (como já disse, meus personagens eram completamente estadunidenses), Stephanie Lazzarotti era uma "irmã desaparecida" de James. Ele se auto-denominava Demônio Veloz, mas quando eu o preferi como um homem mal, o chamei de Raio Humano. Assim transformei Stephanie na minha personagem central e velocista. Ela adota o nome do irmão e age para salvar o mundo dele... Mas, peraí, sou brasileiro, então vamos mudar um pouco a história.
Stefânia Lorenzoni e seu irmão Jaime Lorenzoni são filhos de dois artistas de um circo, "Os Lorenzoni Velozes". Devido ao poder deles e a necessidade de uso constante, os pais de Stefânia terminam envelhecendo precocemente e falecem de uma arritmia cardíaca durante um espetáculo. Os gêmeos são colocados para adoção, já que o circo não poderia sustentá-los e ele não haviam demonstrado a mesma capacidade dos pais. Stefânia e Jaime são adotados por uma casal com ótimas condições financeiras, e na puberdade descobrem seus poderes de velocistas, e com medo disso, decidiram não usá-los até descobrir uma cura, assim sendo cada um segue um rumo de carreira. Stefânia assume o trabalho de Serviço Social, enquanto Jaime se dedica a genética.
Vivendo vidas diferentes, seu contato se torna raro. Com a sua parte da herança, Stefânia cria a ONG
Marieta Lorenzoni Para Crianças Carentes, enquanto Jaime investe em pesquisa para sua cura, só que ele enlouquece ao experimentar todos seus soros em si mesmo. Misturando genes de vários animais velocistas, ativa um lado selvagem em Jaime, deixando-o irracional. Ele então faz uma visita a irmã caridosa, na intenção de experimentar nela o soro. Ele a dopa e leva ao seu laboratório onde administra o soro, só que um efeito colateral, devido a genética do espécime Gromphadorhina portentosa, mais conhecido como barata, ela desenvolve células fotorreceptoras nos olhos, o que a torna parcialmente cega, podendo detectar intensidades de luz, mas não gerando imagens.
Seu poder ganha instabilidade e ela desenvolve uma apurada audição, graças a genética do guepardo e da gazela. Ela então conhece o Sr. Jacob Dévero, que a ajuda com a ONG e com seu problema de visão, dando-lhe uma lente que transforma a luz que ela identifica em formas. Ela então revela ao Sr. Dévero seu problema e ele transforma em solução, lhe motivando a se tornar uma vigilante, cujo o nome é Táquion. Por que este nome? O Táquion é uma partícula hipotética que pode ultrapassar a velocidade da luz (obrigado Wikipedia.PT), e depois de testes árduos, Stefânia demonstra capacidade para tal.
Se tornando a Táquion, a maior intenção de Stefânia é não permitir que seu irmão, agora conhecido como Raio Humano, venda seu veneno, chamado de Velox (é, vou pensar num nome melhor para não ter problemas com direitos autorais) para as pessoas e estas terminem morrendo com insuficiência cardíacas ou envelhecimento precoce.
Pelo que deu pra perceber, todos meus personagens têm uma certa ligação. Não contei antes mas a CODEBRA é uma ONG também, que apesar de ser comandada pelo General Válter C. Souto, recebe financiamento de uma empresa, a Corporações Dévero.
Decidi por colocar Jacob Dévero envolvido com todos meus heróis, pois quando ele assume o colar no lugar do filho, sentiu um gosto do que era fazer justiça e ter as pessoas seguras.
A CODEBRA não tem somente o Projeto NOVATOS, ela ainda possui o Projeto C.A.O.S. (Combate, Ativo e Ostensivo Secreto), sob a liderança do Tenente Osvaldo Ásper, que reuni membros das Polícias Civil, Militar e Federal, com fichas sujas. Dentre eles, Carlos Fonseca, membro da Polícia Federal, acusado de uso de drogas e ácoolatra, Samarah Bethram, membro da Polícia Civil, acusada de assassinato passional durante uma ação de disfarce, e Vicente Cogliori, membro da Polícia Militar ,acusado de formação de quadrilha e ação efetiva não autorizada. Com isso a missão deles é se infiltrar dentro da própria polícia e descobrir sujeiras, com a intenção de limpar as próprias fichas.
Existe também Os Tigres. Era um grupo dos anos de 1980, que são trazidos de volta por um fã, um primo caçula dos membros originais.
Os Tigres são tão antigos quanto Gatuno e Ratuno. Eu os criei quando brincava com meu irmão e meu primo, na varanda da casa de minha avó Alcista. Eram três caras que combatiam o crime organizado dentro um furgão, a diferença? Eles tinham luvas metálicas, que lhes davam força fora do comum e disparavam raios. Seus nomes: Mão de Aço, Mão de Ouro e Mão de Bronze. Mais para frente, criei a companheira feminina, uma das minhas primas brincava com a gente, ela se chamava Mão de Prata.
Infelizmente nós crescemos e paramos de brincar disso, então Os Tigres sumiram, mas por achá-los bem originais, eu decidi trazê-los de volta, colocando um primo meu como o motivador de tal volta.
Miguel Scadian é um jovem que sempre soube dos que os primos faziam, graças a sua irmã Linda Scadian. Decidido a trazê-los de volta a ativa, Miguel procura uma organização que poderia fazê-lo, a CODEBRA. Criando um novo jogo de luvas poderosas, a organização convoca cada ex-membro do grupo. Jonas Scadian, o Mão de Aço, agora é um policial federal, que trabalha em Brasília, como agente infiltrado, mantendo uma ficha suja para não denunciá-lo. Jacob Scadian, o Mão de Bronze, é um policial civil que trabalha na Bahia, contra o tráfico de drogas, Bruno Scadian é o Mão de Ouro, irmão de Jonas, que trabalha como policial civil infiltrado no Rio de Janeiro, também no combate as drogas, e Linda Scadian, a Mão de Prata, que é advogada em São Paulo. Reunindo cada membro, Miguel consegue trazer de volta o grupo e adota o nome de Mão de Ferro. Agora em vez de um simples furgão, o grupo está com um Jumbo modificado para lhes servir de base móvel, graças a CODEBRA, que os equipou com o que a de melhor nos sistemas de vigilância e dando-lhes passe livre no espaço aéreo brasileiro.
Mas nem sempre me prendi ao Brasil, como você já sabem, o grupo Comando Delta tem base na Austrália e como sou um helenista, criei um herói baseado na mitologia grega.
É, vocês podem achar que é uma heroína vinda de uma ilha paradisíaca, com poderes fornecidos pelos deuses e com a intenção de inseminar a idéia de paz mundial de suas irmãs no mundo do patriarcado, mas é aí que se enganam. Primeiro, não é uma mulher, mas um homem. Segundo, ele não vem de um ilha isolada, pelo contrário, é um paulista, com descendência grega, que pode ser mais humano do que qualquer outro.
Mário Calligus é um professor de História Antiga na Universidade Federal de São Paulo. sua vida é comum, noivo da professora de Educação Física e ex-ginasta Mera Scallia, ele vive normalmente até que recebe uma visita distinta do mensageiros dos deuses, Hermes, que revela a ele como filho de Zeus com uma humana, sua mãe.
Hermes o leva ao Olimpo, onde Zeus e os outros deuses, até mesmo Hera, a esposa ciumenta, o incubem de cumprir doze tarefas, passando pela casa de cada deus (sei, parece Cavaleiros do Zodíaco), ao cumprir cada missão incumbida, ele receberá um dom e uma arma divina. Começa pela casa do seu pai, Zeus, onde enfrenta a Esfinge e a vence. Cumprindo cada missão ele se torna o guerreiro dos deuses, Universal. Dos deuses ele ganha o elmo de Ares, o arco de Odisseu, as flechas de Apolo, as sandálias de Hermes, o escudo e a espada de Perseu, a armadura de Áquiles, os braceletes de Atlas, o martelo de Heféstos, o cinturão de Gaia, a corda de Ártemis e a capa de Cronos. Atena pede as Graças que tecem um traje do manto de Urano, para que seja o traje sob a armadura, e como dom ele ganha a agilidade e domínio sobre o ar de Hermes, a força de Zeus, o sexto sentido de Apolo, a comunhão com os animais de Ártemis, a capacidade de sobreviver em altas profundidades aquáticas e domínio sobre de Poseidon, o dom de cura de Asclépio, a capacidade de confraternização de Hera, a estratégia de Ares, a sabedoria de Atena, o domínio sobre a terra de Deméter, o domínio sobre o fogo de Heféstos, a harmonização de Afrodite e a capacidade conversar com os mortos de Perséfone, esposa de Hades. E será contra Hades que Mário irá lutar, ou melhor, contra um guerreiro de Hades, Gladius. Ele fora criado por Hades para que o mundo superior pudesse ser manipulado a ponto de o deus do Inferno (visão diferente do inferno da mitlologia bíblica) pudesse dominá-lo.
Lógico, como um bom herói, Universal vence Gladius, mas surge um outro problema chamado Héracles. O guerreiro mitológico sempre foi considerado o melhor dentre os guerreiros de Zeus, superando Áquiles, Odisseu, Ájax, Perseu e muitos outros, mas fora substituido por Mário, que era um mero professor e conquistara a confiança até mesmo de Hera, que Héracles demorara a conquistar. Decidido a combater Universal, o guerreiro sai do Elísion e vem a Terra, mas acaba levando uma surra do novo combatente do deuses e assim assume que ele é o novo guerreiro, dando-lhe um pouco de seu dom também.
Mas eu não sou do tipo que gosta de ficar nos dias atuais. Sempre gostei da Legião dos Super-Heróis da DC Comics, Jornada nas Estrelas de Gene Roddenberry e de Guerra nas Estrelas de George Lucas, assim sendo criei um mundo de ficção científica todo meu... Mas ficará para a próxima.

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Desenhos - Primeira Parte

Não sou nenhum desenhista profissional, na verdade, tô longe disso. Sou um desenhista exponencial, gosto de criar personagens, mas não saio do estilo estátua ereta. Todas as vezes que quis dar movimento para meus personagens ficava feio, senão estranho, então continuei fazendo no estilo que melhor conheço, ou melhor, sem movimentos.
Comecei a desenvolver meus personagens na minha infância, quando assistia o desenho "Gato Corajoso e Rato Minuto", criados por Bob Kane, o criador do Batman. Nesta época surgiu Gatuno e Ratuno.
Eu geralmente desenvolvia meus personagens baseados no que eu assistia ou lia: Rapaz Vira-Tudo (baseado no seriado Homem-Animal, depois no personagem Mutano, dos Novos Titãs), Autoboy (baseado no seriado Automan, depois no personagem Elektrón), mas então surgiu meu primeiro personagem "original", Sckamoick.
Sckamoick foi desenvolvido de uma idéia do meu irmão - na época caçula - do meio, Armando Jr.. Ele tivera a idéia de um povo submarino feito de um tipo de esponja (isso foi na década de 1980, bem antes de Bob Esponja), que eram governados pelo soberano Sckamoloick. Ele tinha uma sacerdotisa - essa foi outra idéia do meu irmão - Virginia. Ela parecia uma humana perto deles, o que diferenciava bastante. A partir daí criei a história de Sckamoick.
No começo se chamava Esckamoick, mas resolvi tirar o "E", para ficar mais interessante. A história partia do seguinte princípio, Sckamoloick tinha uma disputa acirrada com o povo de Peixoloick (sei, rídiculo o nome!) por território. Seu soberano, na intenção de manter seu reino a salvo, decidi que seu filho deve ser criado fora d'água, para quando voltasse, pudesse tomar conta do reino e levá-lo a soberania dos mares, vencendo Peixoloick. O bebê, recém-nascido, quando entra em contato com o mundo da superfície perde sua aparência esponjosa, se parecendo mais com um humano. Vive uma vida normal, sendo criado por dois tios, que foram enviados como seus Guardiões. Se torna um jornalista consagrado, quando um dia um barco que ele estava com os tios sofre um acidente e ele vê, na sua frente, seus tios ganharem uma forma brilhante e, no lugar das pernas, nadadeiras de peixes. Mais estranho ainda é que ele não se afoga, e quando apalpa o pescoço, descobre guelras. Naquele momento eles vêem quem são os atacantes: seres de Peixoloick, liderados por Peixoick. Ele era um ser híbrido, meio homem-meio peixe, com nadadeiras no ligar das pernas. Ele combate os homens de Peixoick, também híbridos de homem com tubarão, e quase morre, sendo salvo pelos seus guardiões, que o levam a Sckamoloick (exato, era o nome da cidade também). Quando chega lá, descobre seu verdadeiro nome, Sckamoick, e recebe uma espada que pertencera a seu pai, e era a metade de uma outra, que estava de posse de Peixoick. Quando esta espada fosse unida, os reinos pertenceriam ao possuidor dela. Bem, este é um resumo de Sckamoick.
Daí com o surgimento do meu vício por Batman, decidi criar um personagem sombrio também, mas tinha de tentar desenvolvê-lo o menos parecido possível com o morcego, então criei o Combate.
Combate tinha uma visão um tanto diferente do Batman, porque primeiro seu pai estava vivo e quem morrera era sua mãe, num incêndio criminoso, provocado por marginais da sua escola. Primeiro comecei nomeando-o Dark Panther, e ele tinha uma roupa que misturava o traje do Vigilante da DC Comics, com o Pantera Negra da Marvel Comics. Dark Panther tinha a habilidade dos felinos: velocidade de um guepardo, audição de um lince, habilidades de um puma, força de um leão, destreza de um tigre e agilidade de um jaguar. Só que eu me via esbarrando em direitos autorais, caso um dia quisesse colocá-lo no mercado. Então decidi mudar seu figurino e seu nome, chamando-o de Kombat. Não combinava o nome e nem o figurino, que se tornara muito espalhafatoso e com um tom de terra e eu não podia manter esta idéia, pois o preto combinava mais com o ambiente que ele trabalhava, à noite (lembra que falei da comparação com o Batman?).
Daí então decidi por um traje no qual o peitoral seria um colete de kevlar, modelado como uma armadura romana, luvas e botas de motoqueiro, uma roupa bem escura e um cinturão, que passava pela cintura e pelos ombros, como de um pessoas em uma guerra, onde podia guardar várias coisas. A máscara esconde todo o rosto, modelando somente o olho, para demonstração de emoções. Feito isso, só precisava de uma história que eu acharia interessante. Um resumo dela: Jonas Jorman estuda numa escola pública e ele e seu melhor amigo, Daniel Curtis, sonham em se tornarem policiais, mas sua namorada, Cíntia Braga, não concorda. Um dia surge na escola um homem, seu nome é Jacob Dévero, dono de um empresa multibilionária, que negocia desde material escolar até armamento da era espacial. Ele chama Jonas para conversar e lhe entrega um presente de aniversário, um cordão com três pedras. Quando chega em casa, Jacob está lá, conversando com sua mãe, e Jonas descobre que ele é seu pai. Injuriado sai com os amigos para ir ao cinema, comemorar sua idade de 18 anos. Quando eles retornam, descobre que a casa de Jonas havia sido queimada, com sua mãe dentro, e os responsáveis eram marginais, que no dia anterior, ele e Daniel haviam enfrentado. O mais interessante é que Jonas não sente nem raiva e nem tristeza, pelo contrário, está apático com tudo. Seu irmão havia ido dormir na casa de uns amigos, então sobrevivera também ao incêndio (antigamente eu matava o irmão dele também). Jonas vai para casa de seu pai, e lá descobre sobre as três pedras: Jacob as havia encontrado quando descobriu um conjunto de túneis sob a sua residência, que eram usados para guiar escravos para fora de Granner Vix (o nome da cidade de Jonas). Quando chegou ao final de um dos túneis, encontrou uma "Toca", e no centro dela o cordão com as três pedras. Este cordão estava sob um pedestal que dizia: "Aquele que possuir a pedra, deverá entregá-la ao seu primogênito, quando ele completar dezoito anos, esperando que ele sinta dezoito emoções e só podendo remover após dezoito anos", mas ignorou a inscrição e colocou o cordão. Ganhou uma força sobrehumana, agilidade e velocidade imensuráveis, mas quase enlouqueceu. Foi neste período que Jacob se tornara noivo da mãe de Jonas, ele haviam se conhecido na universidade local, ela fazendo curso para professora e ele de engenharia. Os pais de Jacob não concodaram, mas mesmo assim ele se casou, mas devido sua falta com ela, se separaram, sem ele saber que ela engravidara.
Jonas ouviu a tudo, mas não teve reações. Jaffar, o servo indiano de Jacob, levou Jonas para seu quarto, sabendo que o dia posterior ele teria algum tipo de sentimento estranho. E assim foi, durante dezoito dias, Jonas teve vários sentimentos incontroláveis e recebia treinamento de Jaffar, enquanto Jacob tinha de viajar a negócios. Seus amigos não entendiam nada, mas ele fez a prova da polícia e passou, se tornando policial. Depois, já ingressado na polícia, Jonas fez prova para faculdade de jornalismo, pois seu maior desejo era se tornar jornalista criminal. Durante este período fez vários tipos de artes marciais, ginasta olímpica, até que se chou capacitado para ir as ruas como um vigilante, apesar do vigilantismo ser proibido. Saiu da polícia, na época em que o amigo, Daniel Curtis se tornava tenente e começava uma perseguição acirrada ao vigilante. Entrou para uma revista quinzenal, Granner Vix (isso aí, a revista tinha o nome da cidade), onde publicou uma matéria sobre o Sr. N, um chefe do crime, que nunca ninguém soube quem era, colocando entre os suspeitos o multimilionário Antônio Pielberg. Após isso, surge uma outra vigilante, que se autodenomina Gótica.
Gótica diz ser uma fã dele, e que por isso faz justiça também, mas quando se descobre a história dela, sabe-se que o pai dela cometera suicídio quando a empresa fora a falência, devido negociatas ilícitas de um dos acionistas usando a empresa, sua mãe tinha uma doença degenerativa e por falta de cuidados, faleceu dias depois da morte do marido. Sara Monagahan, o nome dela, decidi então investir o resto de sua herança em uma busca por justiça. Tornou-se hacker e entrava constantemente nas empresas dos acionistas, na tentativa de descobrir quem lucrara com isso, mas se depara com tecnologia suficiente nas Corporações Dévero, para começar seu próprio exército e começou a adquirir artefatos de lá. Jonas a adota como companheira e os dois tentam descobrir quem é o Sr. N (Antônio Pielberg) e combatem o crime em crescimento na cidade. O maior inimigo de Combate (que esqueci de falar, mas ganha o nome da repórter criminal, Sarah Carvalho) é o Caçador, que é contratado para matar Jonas Jorman, mas se depara com Combate, e termina decidindo matá-lo, pelo simples prazer de fazê-lo.
Depois disso, outro personagens surgiram, como Universal, Gravitron, Takyón, Comando Delta, Novatos, mas nem sempre gosto de criar super-heróis, criando também o Comando Global, também conhecidos como Mercenários, formado por soldados de várias partes do mundo, que respondem a ONU. Dentre eles está o irmão de Jonas, Jonathan Jorman, que altera o nome para Jeremy Jonnathan e tem como codinome Phantom (nenhum relacionamento ao Espírito-Que-Anda).
Cada um dos meus personagens têm identidades distintas. antes eu os colocava nos EUA, pois lia muito quadrinhos de lá, mas então decidi nacionalizá-los. No Brasil temos problemas suficientes para serem solucionados. Somente o Comando Delta e Gravitron não são completamente brasileiros. Gravitron nasceu Jade Crawford Hawk, mas depois das mortes de seus pais, ele foi criado por aborígenes australianos. Jade (apesar do nome, é homem) adquiriu poderes das terras australianas, mas isso devido uma alteração no seu DNA, que descobrira seu tio, Anthony Hawk, causava mudanças genéticas nos humanos, dando-lhes poderes. Jade podia manipular a gravidade, além de estar ligado a geoforça terrestre, podendo gerar erupções vulcânicas e manipular o solo. Se tornou um salvador da fauna australiana, combatendo caçadores, até ser reencontrado por seu tio, que o adotou e levou para o Brasil, onde iniciou os estudos sobre as alterações genéticas. Dr. Anthony Hawk não possuía tal alteração, mas sua esposa - já falecida - sim. Após sua morte, ele decidiu se dedicar mais ainda. Ao chegar ao Brasil, desenvolveu o Projeto NOVATOS, onde descobriria no Brasil jovens que tivessem tais capacidades e ajudaria a triená-los ao lado do Comando de Defesa Brasileiro (CODEBRA), liderados pelo General Valter Costa Solto, conhecido como Águia. Só que os planos do Prof. Hawk iam muito além de somente ficar aqui, então após juntar o grupo, formado por: Apollo (Mékaro Lativius), capaz de gerar alta temperatura; Ártemis (Mékara Lativius), que possui o dom de comungar com os animais e copiar suas capacidades (sei, parecido com Vixen da DC Comics); Bio (José Henrique Bastos), um cérebro de um jovem em um corpo robótico; Luar e Luz (Luannia e Hannia), duas alienígenas, encontradas e escondidas pelo CODEBRA; Massa (Breno Cesário), um gênio que desenvolve sua massa muscular até ficar completamente ignorante e feroz; Mutante (Claudino dos Santos Silva), um peão de rodeio, capaz de assimilar qualquer elemento; Net (Andressa Camargo), uma moça com habilidades de dominar qualquer tipo de circuito eletrônico e manipulá-los a própria vontade; Névoa (Melissa Carvalho), cuja o dom é de gerar névoas; e Tupã, com capacidades de manipular o tempo, gerar raios e trovões. Este jovens ficam sob os cuidados do Dr. Flavio Mattos e do Coronel Díonisio Ramos, enquanto Hawk retorna para a Austrália com o sobrinho, a filha adotado, Claudini Terence Hawk, cujo o codinome é Esponja e que possui a copiar os dons das pessoas alteradas a sua volta, já assimilando a mãe adotiva, e a jovem Vera Lucia Morães, codinome Psico, que tem o dom de ler os sentimentos dos humanos e projetar suas lembranças. Anthony envia o sobrinho na busca por outros modificados e Jade viaja por todos os continentes procurando estas pessoas, indo parar no EUA, onde conhece em Las Vegas, Willow Stanzinz, apelido Midas, que tem a capacidade de absorver qualquer tipo de metal e transformar objetos inanimados no que absorvera, na Flórida conhece Theresa Millian e Hiram Chelsea. Theresa possui vários poderes, mas só pode usar dois de cada vez, dentre suas capacidades estão: superforça, capacidade de vôo, intangibilidade, invisibilidade e crescimento ou diminuição de tamanho, sendo seu codinome Multi, e Hiram é capaz de gerar fogo pelo corpo e dispará-lo, ganhando o nome de Phoebus, no Canadá, Jade conhece Michael Jarré, que possui a capacidade de absorver qualquer tipo de impacto e transformá-lo em força ou energia, ficando conhecido como Acumulador. No Canadá também, Jade tem o primeiro encontro com um rival do tio, Thaddeus Greenberg e seu grupo Death Squad, que tentam tomar Michael para eles, mas levam uma surra dos dois. Seguindo viagem, na Inglaterra ele conhece Peter Clarence Owens III, cuja capacidade de metamorfosear qualquer parte do corpo em uma lâmina afiada, lhe dá o nome de Esgrima, na França conhece Michelle Voux-Pierre, que possui o dom de gerar e absorver eletricidade de qualquer tipo, ganhando o apelido de Hertz, e Lilah Danwin Bengals, modelo que possui as habilidades de teletransporte, telecinésia e telepatia, ficando conhecida como Tele. Mas a frente, na Itália, Jade conhece a aberração híbrida Lúcifer Daemius, que possui o codinome de Bestial, devido sua parência de demônio. Lúcifer, apesar da aparência, é uma pessoa dócil e amável, mas se aborrecido, sabe como usar as próprias asas, sua força e a capacidade de gerar fogo com as mãos.
Subindo um pouco pela Europa, Jade quase morre de frio, mas é aquecido por Tormenta, codinome de Blilliard Termansk, que tem o dom de gerar grandes tempestades, tornados e, como o próprio apelido diz, tormentas. Saindo de lá, segue para Grécia, onde conhece o culto Anthros Pallenka, que além de pintor e músico, é hábil em arco e flecha e metade do seu corpo é de cavalo, o que lhe dá o nome de Sagitário. Jade retorna um pouco até a Espanha, onde deve encontrar uma antiga aluna de Hawk, Cália Belleronte, que tem como dom de causar sono e entrar nos sonhos das pessoas, ganhando o nome de Morpheus. Indo parar na África, mas especificamente, no Egito, o jovem que viaja voando o tempo todo, se depara com um soberano. Simplesmente conhecido como Hórus, Jade tem de submeter a uma prova para convencê-lo de que deve seguir para onde os outros estão indo. Vencendo Hórus, que possui grande dom de visão, habilidades de vôo, grande força e capacidade de se transformar num falcão, segue para as selvas africanas, ele encontra Pashuska, um afrincader (ou bôere) que possui o dom de assimilar capacidades de animais e comungar com eles (sim, igual Ártemis). Depois sobe direto para a Ásia, mas com o cansaço sofre uma queda na casa de quem deveria procurar no Japão, Tomoko Hiriato.
Quando desperta, Jade diz se lembrar de Tomoko, quando os dois estudaram na Inglaterra - ah, esqueci de mencionar, mas Peter tambem é um ex-colega de Jade - e convida para fazer parte do grupo, mas este se diz relutante, pois da última vez que usara seu dom, que é o de gerar energia concentrada nas mãos e nos pés, quase matara alguém. Mesmo assim Jade lhe entrega o convite e diz que ele é esperado, e que todos o conhecerão somente como Marcial. Seguindo viagem, Jade vai para China, encontrar um homem milenar, seu nome é Shiro Tang-Shi, mas lá é conhecido como Long. Diziam que ele vivia há milênios, e ao conhecê-lo Jade soube o porquê, seus cabelos verdes entregavam algo diferente nele, mas quando veio a transformação, estava dito a motivação, pois ele era um dragão (dã, Long=dragão, em chinês!). Indo mais para cima, para Rússia, o jovem se reencontra com um antigo amigo do tio, também uma das motivações das pesquisas de Anthony Hawk, o Prof. H. Klaus Stanzinski é um geneticista que reside na Sibéria, mas tem seus motivo para fazer isso. Seu corpo gera frio e tudo que ele toca, congela, por isso é denominado Ártico. Após entregar este último convite, Jade retorna a Austrália e diz ao tio que seguirá com sua vida, mas nunca deixará de ajudá-lo, quando este precisar. Assim ficou formado o Comando Delta... Depois seguirei com a história.