quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Odal Ortuo Od - Primeira Parte

Certo, vou publicar alguma coisa do conto e vou fazê-lo assim, até ficar todo pronto. Quando isso acontecer, o publicarei todo. Este primeiro conto se chama "Odal Ortuo Od", e conta como tudo começa para nossos aventureiros, Joshua e Miguel. Divirtam-se com esta primeira parte:


Joshua é um estagiário no laboratório de ciência da universidade. Seu trabalho com o professor Fred é o de anotar e digitar as frações escritas no “quadro negro”.
O professor Fred possui o típico ar de cientista maluco, cabelo desgrenhado, barba sem fazer e olheiras mais escuras que seus olhos, que tinham aparência de intensa atividade, como se tivesse tomado doses cavalares de café, coisa que ele comumente fazia. Joshua já aparentava ser o tipo de “inteligente e tímido”. Óculos de aros de metal focavam sua hipermetropia, seus cabelos tinham um corte comum e estavam sempre bem penteados, com gel, para reter os fios rebeldes. Seus olhos apesar de não enxergarem bem a longa distância, eram bonitos, combinando com a pigmentação capilar, castanho-claros. Quando Joshua chegava ao laboratório e via o estado de seu mentor, prometia a si mesmo nunca ficar daquele jeito. Baseando-se em filmes e seriados, os estudos do professor Fred eram sobre viagens sobre portais, fossem dimensionais ou do tempo, o que ele queria era provar que as teorias sobre estes movimentos eram possíveis. A verba fornecida para este tipo de pesquisa era inexpressiva, pois ninguém achava viabilidade de aquilo existir ou mesmo uma utilidade para adentrar em outros mundos, fossem eles paralelos ou no passado ou no futuro. Seguindo teorias de física quântica, Fred fazia inúmeros cálculos, baseados em fracionamentos infinitos. Às vezes, seu discípulo e aluno o ouvia mencionando nomes com Heisenberg, Planck, Bell e Einstein. O fascínio de Joshua vinha da mesma motivação de Fred, por isso ele continuava, sem receber nada, também era estagiário.
Certo dia, Joshua ajudou Fred a construir algo que parecia um portal, intrigado, o interrogou:
- Professor, qual o objetivo algo tão cheio de fios e placas, em tamanho menor?
- Por que está perguntando isso, Joshua? – retrucou o professor. – Por acaso, não está se baseando que tamanho importa, não é? – Envergonhado, Joshua balançou a cabeça. Afirmativamente. Ignorando isso, Fred continuou:
- Se for isso, lhe falo que de acordo com a Mecânica Quântica, é completamente possível um corpo evoluir em energia distinta e ultrapassar este portal, chegando ao outro lado e retomando sua forma, sem prejuízos aparentes. Poderíamos até encaminhar dois corpos juntos, pois eles possuem características únicas, cada um, mesmo os inanimados. A energia quântica é indivisível, e quando gerada a energia fotônica correta, a onda de radiação eletromagnética age sobre os elétrons. Quando menor a onda, mais precisa ela é, atingindo o corpo e transformando em energia capaz de atravessar o portal. Agora com licença, porque preciso de um local isolado para não causar um buraco negro instável. – E olhou diretamente nos olhos cor de mel de seu estagiário, que deu um sorriso de compreensão, sem nem entender o que tudo aquilo queria dizer. Joshua relaxou a cabeça sobre o pescoço, e a balançou afirmativamente, fazendo o queixo bater no tórax.
Nos dias seguintes, após Fred esvaziar o seu escritório e colocar a mobília para fora, ele entrava e saía constantemente, sempre carregando algo para dentro da sala. O objeto que o professor denominou interportal, não saía da sala e somente ele podia entrar. Vez ou outra entrava com cadeiras ou frutas. Um apareceu com a porta do próprio carro:
- Preciso testar com objetos maiores. – disse ao léu. – Não posso somente trabalhar com frutas e cadeiras. Era estressante vê-lo entrar e sair da sala, até que um dia ele parou, pediu a Joshua seu gravador, um aparelho velho, aparentando uma caixa de sapato, com botões, onde ele gravava tudo, com fita cassete, e quando o pegou, começou:
- Os testes aparentam ter um relativo sucesso. Tudo que é posto em frente do Interportal, parece ser tragado por uma onda que transforma a massa em energia concentrada. No último teste, coloquei um porta de carro – meu carro -, junto com uma banana e ao ativar o interportal, as duas massas se tornaram energias distintas e foram drenadas pela passagem, mas surge um problema, não tenho como saber se a matéria mantém mesmo sua integridade , já que os objetos inanimados não retornam pelo portal. Procurarei o centro veterinário para ver se eles me doam um animal adestrado, para meus testes, só não sei se eles farão a doação. – desligou o aparelho e entregou de volta a Joshua. Quando ele ia guardar o gravador pesado, teve sua atenção chamada para a porta do laboratório. Era Miguel, primo de Joshua.
Miguel possuía um porte atlético impressionante. Mas além de grande atleta, ele era um aluno dedicado, mesmo não chegando ao desempenho intelectual de Joshua, tanto que precisou de sua ajuda para estudar pro vestibular. Fez Educação Física, além de se tornar um exímio atleta da universidade, se destacando em ginástica olímpica, que faz desde os doze anos.
As visitas de Miguel sempre eram esperadas, pois era o alívio de Joshua em meio de tantas fórmulas e cálculos:
- E aí já descobriram o wormhole? – esta era sempre a piada de entrada do Miguel. No começo, Fred se preocupava em respondê-lo, mas com o passar do tempo começou a ignorá-la, pensando que um dia ele poderia parar com aquilo, mas por conta da cara que sempre fazia, Miguel dificilmente pararia. Só que naquele dia algo estranho aconteceu:
- Ainda bem que você chegou Miguel. Faça companhia ao Joshua, enquanto vou ao Centro Veterinário, ver se eles me emprestam um de seus animais adestrados, se eles tiverem. – aquela era uma demonstração esquisita de confiança de Fred, ainda mais com Miguel. Pela primeira vez, o atleta ficara sem fala, mas assim que o professor sai da sala, olha sinistramente para seu primo:
- Primeira chance em semanas que teremos para ver como funciona o brinquedinho do...
- Não é um brinquedo, Miguel, é uma ferramenta de estudos...
- Ei, quem usou este termo, há duas semanas atrás, foi você mesmo: - “O professor Fred está criando um brinquedinho, cheio de fios e peças”... – Miguel fala, tentando imitar a voz do primo.
- Eu falei aquilo antes de ler e ouvir os resultados das pesquisas do professor Fred, Miguel. É incrível o que ele tem feito com o Interportal...
- É, mas isso não quer dizer que não possamos dar uma olhada e brincar um pouco. – anunciou Miguel. – O que é mesmo que ele usa? Frutas? Vamos lá, eu levo o abacaxi e você leva... Esta banana.
Mesmo meio receoso Joshua acompanhou o primo, temendo que ele estragasse o Interportal.
Entraram na sala, onde só havia uma mesinha de cabeceira e sobre ela, estava o pequeno objeto:
- Como a gente faz? – perguntou Miguel.
- Acreditamos que posicionamos a fruta na frente do Interportal, nos dirigimos para trás dele e o ativamos...
- Mas por que não podemos ficar na frente, para ver onde isso vai dar?
- Por causa da força de atração. O Interportal gera um pequeno buraco negro, que transforma matéria em energia. Vamos colocá-los aqui – falou Joshua, colocando a banana. – e deixar serem atraídos pela onde de energia quântica. Vem comigo... – os dois se posicionaram atrás do objeto, quando Joshua o ativou. Uma energia quase cegante foi a primeira coisa a acontecer, depois, como se toda a luz fosse atraída, um enorme breu tomou conta do ambiente:
- Não consigo enxergar nada. – reclamou Miguel. – To sentindo muito frio.
- É assim mesmo. – respondeu Joshua, com uma incerteza. – Depois tudo se estabiliza.
De repente, dois pequenos feixes de luz pareciam vir na direção deles, atravessando uma luz esbranquiçada, que parecia sair do umbigo deles:
- Fodástico! – exclamou Miguel, saindo do lado de Joshua. – Vamos ver como é isso...
- Não Miguel, - gritou Joshua. – enquanto o portal estiver ativado, qualquer matéria pode ser convertida e atraída.
- Que nada, olha só o tamanho desta coisa e o nosso tamanho. Nem que quisesse seríamos transformados em esferinhas de energia. Vamos lá! – E foi para frente do aparelho, impetuosamente. Assustado com a atitude desmedida do primo, e tentando segurá-lo, Joshua foi puxado para frente. Sentiu um formigamento no umbigo e ou viu o primo xingando:
- Que merda é essa? O que tá acontecendo comigo, Joshua...? – E a voz de Miguel se perdeu. Um clarão cegou Joshua e sentiu-se desmaiando.
Quando acordou, estava deitado sobre uma região árida, o solo mostrava rachaduras disformes. Sentiu seu estômago revirar e vomitou todo o almoço:
- Eca, o que você comeu hoje, feijoada? – reclamou Miguel, que estava sentado ao seu lado. Ele parecia ter levantado a pouco, estava pálido e uma poça, que começava a ser drenada pelo solo, só restando pedaços de comida, estava ao seu lado. Miguel então se levantou, bambeou um pouco, mas não cedeu. Joshua preferiu ficar ali, sentado, tentando entender onde eles estavam.
- Então, não vai levantar.
- Você percebeu o que aconteceu conosco? – argumentou Joshua, nervoso.
- Lógico, viajamos no tempo. Devemos estar em algum ponto do futuro, ou do passado...
- Estúpido. – Esbravejou Joshua. – Você é um estúpido e ignorante, Miguel. Como pode afirmar que viajamos no tempo? Isso aqui não é filme ou seriado. Não temos certeza se viajamos no tempo ou se atravessamos a barreira do multiverso ou se passamos para outra dimensão...
- Ei, calma aí. Posso até ser estúpido, mas tenho ciência que em outra dimensão não estamos. Você sempre falou da improbabilidade do corpo...
- da matéria... – interrompeu Joshua.
- Isso, da matéria conseguir sustentabilidade em outras dimensões, certo? - questionou, por final, Miguel. Joshua o encarou e pensou: - “ele decorou cada palavra que eu disse”, encarou o chão, balançou a cabeça e levantou encarando o primo, um pouco mais calmamente:
- Sim, você está certo. – Naquele momento Joshua se lembrou que sempre contava ao primo tudo o que acontecia no laboratório. Ele sempre dava atenção ao que ele tinha a dizer, e sempre perguntava o que não entendia. As vezes questionava sobre o professor Miguel ser um maluco, mas naquele momento, Joshua desacreditava disso, completamente. Apoiou as mãos no chão, intencionando levantar. – Acredito que possivelmente atravessamos a barreira do multiverso, o que é fantástico, comprovando a existência de outros universos, talvez uma infinidade deles, como as galáxias e os planetas, talvez...
- Joshua, você está divagando. – Comentou Miguel, chamando a atenção do primo e dando-lhe a mão, para ajudá-lo a se levantar. – Vamos, é melhor tentar descobrir explorando do que ficar divagando, balbuciando.
- Você está adorando isso, não é? – Disse Joshua, aceitando a ajuda do primo, que somente deu um leve sorriso, no canto do lábio. Eles se limparam da poeira vermelha e começaram a rodar no próprio eixo, tentando observar onde estavam. O céu era alaranjado, com um sol esbranquiçado, iluminando o local. Seu brilho era forte e ele parecia maior, o solo era vermelho, criando um leve contraste com a imensidão espacial a volta deles, era seco e com nervuras sem fim, era um terreno inóspito. Para onde olhassem não encontravam um traço de civilização:
- Apesar da dimensão da estrela regente, a temperatura não é tão alta. O ar é respirável, então acredito que fomos enviados a um ambiente com capacidade de sustentabilidade igual ao da Terra...
- Dãããã... Se estamos vivos e respirando, com certeza que fomos. Mas tem outro porém, será que eles falam o mesmo idioma que nós?
- Difícil dizer, enquanto não encontrarmos nativos. Digo isso por conta do ambiente, que apesar de desértico, é estável para criação de vida inteligente. Se tivermos mesmo viajado pela barreira do multiverso, poderia ser como do outro lado do espelho...
- Como é que é?
- Alice no País dos Espelhos, lembra? Vovó chegou a ler para nós. Alice viajava através do espelho, para um mundo onde objetos inanimados ganhavam vida.
- Então podemos estar em um lugar que uma priva cuspiria na gente? – indagou ironicamente, Miguel.
- Não é isso! O que eu quero dizer é que em um lugar além da nossa compreensão. Provavelmente eles nem falam nenhum dos idiomas conhecidos por nós.
- Bem, – disse Miguel, decididamente. – ou ficamos em indagações ou procuramos provas. Vamos nessa... – e começou a andar, quando se interrompeu, por perceber que Joshua não o seguia. – E aí, vamos ficar fingindo ser estátuas?
Joshua parecia indeciso. Era a chance dos sonhos de qualquer cientista, um lugar a ser explorado, mas ao mesmo tempo, se sentia culpado por ter agido sem autorização do seu professor:
- Não sei Miguel, Fred pode chegar ao laboratório há qualquer momento, isso se ele já não chegou, pois não temos idéia de há quanto tempo estamos aqui. Acho melhor esperarmos pelo caminho de volta ser apontado...
- Convenhamos Joshua, nem você se existe mesmo um caminho de volta. Melhor procurarmos algum tipo de civilização, pois como você mesmo disse, não sabemos a quanto chegamos e se escurecer...
- A estrela está muito acima, na imensidão alaranjada...
- Mesmo assim... – continuou Miguel, nervoso. – Ficarmos parados, esperando sermos encontrados, pode nos levar a sede e a fome. Se procurarmos habitantes, temos a chance de nos alimentar. – Por mais que não quisesse admitir, Joshua sabia que Miguel estava certo. Sem nada para argumentar, acompanhou o primo.
Andaram por muito tempo. Miguel se lembrou que estava com seu telefone móvel, mas quando o pegou, viu que não estava funcionando:
- Nem sempre dispositivos eletrônicos sobrevivem a qualquer descarga de energia, por isso pedem para não deixar telefones móveis perto de fornos microondas em funcionamento. Ainda bem que você não está com seu relógio de pulso, senão seria uma perda em dobro.
- Assim parece até Julio Verne no livro Viagem no Tempo... – Joshua dá uma gargalhada. – Do que você tá rindo?
- Do seu conhecimento literário. Primeiro, Julio Verne escreveu Viagem à Lua e Viagem ao Centro da Terra e segundo, o nome do livro é A Máquina do Tempo e o personagem não tem nome. Este livro foi escrito por H. G. Wells, o mesmo que escreveu A Ilha do Dr. Moreau e A Guerra dos Mundos...
- O filme com Tom Cruise? – percebendo o que falara, Miguel acompanhou Joshua no riso. Pararam assim que sentiram um leve tremor no solo seco, forçaram um pouco as vistas, devido ao brilho intenso da estrela, e viram algo que parecia uma carroça:
- Bem, pelo menos eles descobriram a roda. – argumentou Joshua. Miguel olhou-o estranhamente, com um leve sorriso nos lábios. – Quê? Eu também sei fazer piadas, só não sei contar anedotas.
- Vamos tentar chamar a atenção dele! – falou Miguel, ignorando o comentário humorado do primo, e então os dois começaram a gritar e balançar os braços no alto, se dirigindo ao veículo. O animal, que parecia um cavalo robusto, grunhiu assustado e o homem que guiava a carroça, não entendendo nada, puxou um instrumento, que parecia ser um facão feito de pedra. Apontou na direção dos dois, fazendo-os abaixar os braços:
- Hey, take it easy, sir! – falou Miguel, num inglês arranhado.
- Por que o inglês? – retrucou Joshua.
- Oras, porque é praticamente o idioma universal. – Só que o homem não pareceu entender e esbravejou palavras incompreensíveis para ele, descendo da carroça, munido de sua arma:
- Bem, acredito que não seja o idioma daqui! – indagou Joshua. – Senão conseguirmos nos comunicar, vai ser difícil... – então, Joshua sem avisar, caiu de joelhos no solo rachado.
- O que você está fazendo? – perguntou Miguel.
- Simbolizando. – argumentou Joshua, esticando os braços com as mãos abertas e as palmas viradas para cima. Sem mais o que questionar, Miguel tomou a mesma atitude.
Mesmo sem entender o porquê daquilo, Ocit compreendia um sinal de rendição. Nunca fora para uma batalha, preferia a aragem a campos de guerra, mas já se deparara com dissidentes, fugitivos e feridos de guerra, que quando eram de outros povoados e não falavam o mesmo idioma, eles agiam quase igual àqueles dois. Ele desceu de sua carroça, deixando seu oacaf no banco:
- Es metnavel! – disse, encostando a mão no ombro do mais franzino, que se ajoelhou primeiro. Joshua considerou a dicção compreensível, não se parecia com os grunhidos que ouviram antes, mas não compreendia o idioma. Com o raciocínio centrado nos idiomas que conhecia, tentou compreender a língua.
Joshua era um árduo filólogo, só que era autodidata, já que não existia o curso na sua universidade. Fazia parte de um grupo de estudo de esperanto, fez cursos de espanhol, inglês, alemão e francês – os únicos disponíveis nos cursos de idiomas de sua cidade – e procurou por vários outros idiomas pela internet, sempre com um raro sucesso. As vezes ia a consulados, para aprender na marra, os vários tipos de escritas e falas:
- Es etnavel ?! – disse Ocit, agora segurando no braço de Joshua na intenção de erguê-lo. Como se sua mente se iluminasse, Joshua disse:
- De trás para frente!... – E começou a se levantar, fazendo gesto para que Miguel fizesse o mesmo.
Em pé, Joshua percebeu o quanto o nativo era pequeno, batendo no seu ombro:
- O que você disse? – indagou Miguel.
- Peraí, deixe-me ver como falo isso: - “Joshua é enom uem!” – disse, pensando em cada sílaba.
- Ocit é uem o! Mêv sêcov edno ed? – Ocit falava agilmente, o que dificultava o raciocínio de Joshua. Sem compreender, Miguel interferiu:
- Como você sabe o que ele está falando?
- Peraí Miguel, preciso raciocinar o que ele disse. “De on-de vo-cês vêm?”, acho que é isso...
- Pára tudo! – esbravejou Miguel. – Você entende o idioma dele?
- O idioma dele é o mesmo que o nosso, só que invertido, como palavras no espelho. – fazendo um leve esforço para saber como falar, Joshua disse:
- Egnol ed... O-je-raliv ves oa ra-vel son a-i-re-dop? Ufa, essa foi difícil! - Entendendo o que o jovem dizia, Ocit, no seu modo de falar invertido, disse:
- Sim, subam na parte detrás da carroça que eu os levarei. – Aquela frase foi um tormento para Joshua, tanto que cutucou Miguel, para que pudesse ajudá-lo. Compreendendo a dificuldade dos rapazes, Ocit apontou para a carroça, então eles entenderam e envergonhados, foram para a parte detrás:
- Como eu ia saber que açorrac é carroça...? – resmungou Miguel.
- Raciocínio invertido, Miguel. – respondeu Joshua. – Eles falam nosso idioma, mas de forma invertida. É português, ao contrário.
- Nossa, que sorte encontrarmos uma pessoa que fala nosso idioma, ao contrário... – falou Miguel, tonalizando incerteza e ironia. – Qualé, Joshua, essa foi forçada.
- Você é uma anta mesmo. – retrucou Joshua para o primo cético. – Isso faz parte de uma continuidade. O ambiente se altera, mas o local não. Se estivéssemos na Inglaterra, por exemplo, possivelmente encontraríamos a língua inglesa invertida. Se situa, Miguel. – Aquela foi a gota d’água para o jovem robusto, que ele deu soco forte no braço do primo:
- Ai! Por que isso?
- Você pára de me chamar de estúpido e anta! Não sou obrigado a ter o mesmo conhecimento que você dessas coisas. – Daí então ficaram sem se falar, o que foi um alívio para Ocit, que não entendia nada do que eles tagarelavam.


A Segunda e a Terceira partes já estão disponíveis. Boa leitura!

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Homenagem a Heath Ledger (1979-2008)

Bem, sei que isso não tem muito a ver com meus contos, mas o Batman faz parte da minha vida, então nada mais apropriado de prestar uma homenagem à Heath Ledger, que faleceu no dia 23/01/2008, e viverá no cinema o maior dos vilões do Batman, O Coringa (Joker, em inglês).
Vamos começar assim, desde muito novo sou fã do Batman. Minha primeira revistinha foi um gibizinho, não lembro todas as histórias, mas tinha uma aventura do Robin, na faculdade, onde ele conhecia outras pessoas fantasiadas, foi muito legal. Eu vivia querendo uma fantasia do Batman, mas minha madrinha não tinha noção de quem era quem (complicado isso, né?), ela me comprou uma roupa do Robin. Para mim não era problema, pois eu era fã dos dois, adorava o seriado com Adam West e Burt Ward (hoje condeno aquilo com todas as minhas forças) e o desenho animado, que aparecia o Batmirim e a Batmoça. Batman tinha sempre uma saída para tudo, não importava a situação, e aquilo ficou enraizado em mim, até comprar a número um da Editora Abril e ver uma aventura completamente diferente. Com argumento de Denny O'Neil e arte de Neal Adams, o Batman visitava o Beco do Crime, onde seus pais foram mortos, e depois visita a mulher que cuidou dele naquela noite, uma médica chamada Dra. Leslie Thompkins. Aquilo foi completamente diferente para mim, pois nunca havia imaginado algo parecido no Batman (estava acostumado com aquela visão do Batman camp). Fiquei fascinado com aquilo. Daí então comecei a acompanhar mais e mais o Batman, não ligando para os outros, até que saiu Crise nas Infinitas Terras, onde uma revolução aconteceu na DC Comics e vários personagens tiveram seu começo recontado, dentre ele Batman. Com argumento de Frank Miller e arte de David Mazzucchelli, Batman: Ano Um foi único para mim. Nada se comparava àquilo, O Batman era sombrio, solitário, um guerreiro urbano com nenhum super poder, somente alguns objetos no seu cinto e sua força de vontade. Mal sabia eu que algo melhor estava pra durgir e se chamava Batman: O Cavaleiro das Trevas (Batman: The Dark Knight Returns). Com desenhos e argumento de Frank Miller (o mesmo de Batman: Ano Um) e colorização de Lynn Varley, uma visão completamente nova surgia do Batman. Ele estava velho e havia se aposentado da guerra contra o crime, mas não aguentou e terminou voltando ao uniforme, só que termina enfrentando o "escoteiro da liberdade", o Superman, em um final apoteótico (lógico, isso é um resumaço). Daí então o Batman fez 50 anos, houve um relançamento das duas séries desenvolvidas por Miller, e foi lançado o filme Batman, com direção de Tim Burton, estrelando Michael Keaton (Batman), Kim Basinger (Vicky Vale) e Jack Nicholson (Coringa).
Sou sincero ao dizer que condenei ao falarem que o baixinho Michael Keaton faria o personagem, mas depois que vi o filme, fiquei satisfeito (na época). O filme era tenso, tinha um clima bem sombrio, mas o Batman era um coadjuvante, o persoangem principal era o Coringa, sendo que nem precisava, pois a interpretação de Jack Nicholson foi única (para a época). Depois vieram outros filmes, mas para encurtar a história, em 2005 entrou em cartaz o filme que ditaria um novo rumo a franquia do Batman no cinema: Batman Begins.

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Dirigido pelo diretor de filmes independentes, Christopher Nolan, com roteiro do consagrado David S. Goyer, Batman voltava ao cinema com sua origem sendo contada desde o princípio. Seu treinamento, seu traje, seu carro, tudo é mostrado. É um verdadeiro filme de origem, com vilões bem trabalhados, desde os gangsters até os vilões diabólicos. Atrás da máscara surge o ator Christian Bale. Com sua versatilidade para fazer personagens, Bale consegue dar ao Batman três personalidades: Bruce Wayne playboy, Bruce Wayne e Batman. A idéia de Nolan foi perfeita, uma Gotham mais próxima da realidade, bandidos mais reais, explicações plausíveis, tudo que pudesse ser "real".
O final do filme já nos mostrava uma prévia do estava por vir: O Batman recebe do então Tenente James Gordon uma carta de baralho, com um "Curinga" estampado.
Daí então começaram as especulações: Quem seria o Coringa? Que estaria por trás da maquiagem branca? Então, em agosto de 2006, é confirmado que Heath Ledger seria o novo Coringa.
Ledger tinha uma carreira em ascenção, começando em Hollywood com "10 Coisas Que Odeio Em Você" - uma adaptação da peça de William Shakespeare "A Megera Domada" -, ao lado de Julia Stiles e Joseph Gordon-Levitt, passando por "O Patriota", com Mel Gibson, "Coração de Cavaleiro", com Paul Bettany e Mark Addy, "A Última Ceia", com Billy Bob Thornton e Halle Berry, "Honra e Coragem", com Djimon Hounsou e Kate Hudson, "Ned Kelly", com Orlando Bloom, Geoffrey Rush e Naomi Watts - onde fez o papel título -, "O Devorador de Almas", repetindo a parceria com Mark Addy, "Os Reis de Dogtown", com Emile Hirsch, Rebecca De Mornay e Johnny Knoxville - ele faz o Skip, um surfista que patrocina os percursores do skate como conhecemos hoje, está completamente diferente - e "Os Irmãos Grimm", com Matt Damon e Monica Bellucci. Em 2005, recebeu o convite do diretor Ang Lee para fazer o filme que mudaria de vez sua carreira, "O Segredo de Brokeback Mountain", que contava a história de dois vaqueiros que tinham um caso homossexual. Com este filme concorreu ao Oscar® de Mehor Ator Coadjuvante.
Depois de tanto, recebeu o convite para viver o maior vilão dos quadrinhos, um ser tão insano que seria impensável alguém fazer, a não ser que fosse louco como ele.
Ledger se declarou não ser fã de quadrinhos, ao contrário, detestava, mas sabia que o personagem seria o desafio ideal para sua carreira. Declarou que "seu" Coringa seria o mais sombrio já visto.
Foi dito e feito, em dezembro de 2007, surge o primeiro trailer de The Dark Knight, o novo filme do Batman, e nele surge o Coringa de Heath Ledger.

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"Why So Serious?" se tornou a pergunta do momento, mas para mim foi "Let's place smile in this face!". Todas as duas demonstram o grau de insanidade hilária do Coringa.
No trailer ele detona Gotham City, destrói o sinal criado para chamar o Batman, causa um verdadeiro caos. Vimos o que está por nos esperar em ínfimos 02:07.
Mas neste mês, perdemos Ledger, não foi definido ainda a causa mortis, mas definitivamento ele se foi.
Deixou muitas pessoas tristes com sua ida para o Elísio, entre elas o diretor Christopher Nolan, que num desabafo para a revista Newsweek, falou o quanto Heath Ledger ajudou a ele no trabalho em The Dark Knight.
A seguir, graças aos administrados do Blog BHQ+, Régis Soares e Pedro Pã, disponibilizarei a reportagem de Nolan. Um agradecimento dele, por ter trabalhado com um ator tão versátil e admirador de todos os tipos de trablahadores que estão a sua volta.
Obrigado Régis, por ter me permitido colocar esta reportagem aqui (na íntegra):

Nolan Escreve sobre Ledger

postado por Régis Soares - Repórter às 2:25 PM, no Blog BHQ+

Escrevendo para a revista Newsweek, o diretor de "Batman Begins" e "Batman O Cavaleiro das Trevas", Chistopher Nolan, manifestou-se em relação ao falecimento de Heath Ledger, citando o contato que teve com o ator durante as filmagens do novo longa do Morcego. A tradução da crônica você lê na íntegra aqui:


"
Um Carisma Natural como a Gravidade
Por Christopher Nolan

Uma noite, enquanto eu estava na rua LaSalle em Chicago, tentando organizar uma filmagem de "O Cavaleiro das Trevas", um assistente de produção passa de skate bem em frente à minha linha de visão. Silenciosamente, eu amaldiçoei o momento que Heath andou de skate pelo set pela primeira vez, totalmente caracterizado e de maquiagem. Eu me irritei ao pensar na reação dos fãs de Batman a um Coringa skatista, mas o resultado daquilo foi a proliferação de skatistas entre os jovens membros da equipe. Se você perguntasse àqueles garotos por que resolveram trazer seus skates para o trabalho, eles responderiam com sinceridade que não sabiam. Isso é o verdadeiro carisma - tão invisível e natural quanto a gravidade. Isso é o que Heath tinha.

Heath estava se consumindo com tanta criatividade. Estava em cada gesto dele. Ele uma vez me disse que preferia esperar um tempo entre cada trabalho até que estivesse faminto criativamente. Até que ele precisasse daquilo de novo. Ele trouxe aquela atitude para o set todos os dias. Não há muitos atores que possam fazer você se sentir envergonhado de quão freqüênte sejam suas reclamações sobre ter o melhor emprego do mundo. Heath era um deles.

Uma vez ele e outro ator estavam filmando uma cena bem complexa. Nós tínhamos dois dias para filmar e ao fim do primeiro dia, eles realmente se encontraram em cena e Heath ficou preocupado já que poderia perder o momento caso o processo fosse parado. Ele queria ficar e terminar. É difícil pedir à equipe para trabalhar até tarde, quando se sabe que há tempo suficiente para fazer aquilo no dia seguinte. Mas todos pareciam entender que Heath tinha algo especial naquela hora e que tínhamos que capturar antes que desaparecesse. Meses mais tarde, eu fiquei sabendo que quando Heath deixou o set naquela noite, ele secretamente agradeceu a cada membro do grupo por trabalhar até tarde. Secretamente. Sem tentar aparecer, mas apenas sendo grato pela chance de criar o que lhe fora dado.

Aquelas noites nas ruas de Chicago estavam cheias de dublês. Podem ser momentos entediantes para um ator, mas Heath estava fascinado, ansioso por aceitar nosso convite para subir no carro de produção com a câmera enquanto perseguíamos outros veículos numa cena de tráfego intenso - não era só a emoção do passeio, mas a de fazer parte dele. De tudo. Ele trouxe seu laptop com ele no carro e nós tivemos uma exibição em alta velocidade de dois de seus trabalhos em andamento: curtas-metragem que ele mesmo havia feito que eram excitantes e atormentadores. Sua exuberância me fez sentir atordoado e sem rumo. Eu nunca me senti tão velho quanto a vez que assisti Heath explorando seus talentos. Aquela noite eu fiz uma oferta a ele - sabendo que ele não me deixaria na mão - que ele se sentisse à vontade para vir ao set quando tivesse uma noite de folga para que pudesse ver o que tínhamos em projeto.

Quando se chega à sala de edição depois de filmar um longa, você sente a responsabilidade que tem para com um ator que confiou em você e Heath nos deu tudo que tinha. Quando comecei a cortar o filme, eu já podia imaginar cada tomada escolhida, cada corte feito. Eu podia visualizar o dia de exibição quando mostraríamos a ele o trabalho finalizado - sentado três ou quatro fileiras atrás dele, observando os movimentos de sua cabeça para ter pistas do que ele estaria pensando sobre o que fizemos e entregamos. Agora aquela exibição nunca vai acontecer. Eu o vejo todos os dias na ilha de edição. Eu estudo seu rosto, sua voz. E eu sinto uma terrível falta dele.
De volta à LaSalle Street,eu voltei-me para meu diretor-assistente e disse a ele que apagasse a memória do garoto skatista da minha mente quando percebi - é Heath, fazendo um woolly, que atrai meus olhos, aqui na noite de folga dele, aceitando meu convite. Não posso evitar o sorriso que ele me provoca.

"

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Tatuagens

"Atire a primeira pedra aquele que nunca pecou!", por que comecei assim? Bem, porque eu mesmo cometi meu pecado com minha paixão, o teatro. E estes pecados são minhas tatuagens. Não que a primeira possa ser considerada um pecado, já que foi feita bem antes de eu vir a fazer teatro.
Minha primeira tatuagem foi aos dezoito anos de idade, e foi feita com meu primeiro salário. Eu fiz ela com Tayrone, quando este trabalhava no mesmo estúdio que Ozéias. Meu Pégaso representa o que eu queria que representasse: liberdade! sim, pra mim tatuagem tem de ter um significado, pois todas as minhas têm.
A segunda já foi feita em um período negro na minha vida. Não conseguia trabalho com o teatro e começara a desistir de seguir em frente com este tipo de trabalho, me contentando com trabalhos em escritório, como digitador. Num meio de representar minha paixão, fiz o símbolo do teatro, as máscaras, só que com características diferentes (Obrigado Fabio Yabu!).
Sempre digo pra todo mundo, "quando você faz uma, sempre vai querer mais!", mas são poucas as pessoas que entendem. Mesmo tendo decidido continuar tentando "fazer teatro", fiz mais duas tatuagens.
A terceira foi uma busca por proteção, devido a tudo que estava me acontecendo de errado, então fiz o Udjat, ou Olho de Hórus. Foi minha primeira tatuagem com a tatuadora Vanessa B!. Perfeita! Mão leve, traço bom, a tatuagem ficou ótima. Tanto que, dois anos depois voltei a ela para fazer mais um símbolo para mim.
Encontrei-a na internet, e simbolizava tudo que representa minhas crenças, pois são três símbolos pagãos unidos em um só. A Ankh, o Pentagrama e as serpentes do Caduceu de Hermes, deus dos viajantes e mensageiro dos deuses gregos. eu a chamo de Trindade Pagã, uma apologia a Trindade Cristã.
O símbolo representa minha crença em tudo que é chamado de pagão ou herético, e para mim representa minha fé (se assim posso chamar).
Ainda tenho o objetivo de fazer mais três tatuagens, fechando um simbologia de sete, como número arcano da sorte, mas isso será mais para frente, por enquanto as pessoas do teatro já me condenam o suficiente por ter essas quatro.

sábado, 26 de janeiro de 2008

Teatro

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Este ano começaremos a ensaiar a peça de teatro Lucrécia Bórgia. Ela passou na Lei de Incentivo Cultural da cidade de Vitória-ES e conta a história de sua protagonista na corte de seu pai, Rodrigo Bórgia, também conhecido como o Papa Alexandre VI. Seus casamentos, seus romances com seu irmão Giovanni Bórgia e César Bórgia e sua posse como papisa, são retratados nessa peça que mostras cenas marcantes e terá a direção de Rodrigo Sabará.
Essa peça será uma retomada em minha vida, depois de três anos longe do palco, quando participei do Festival de Esquetes do ES, em "O Segredo das Religiões", adaptado pelo meu amigo Vander Ildefonso, e com ele e sua namorada Nívia Carla. Ela ganhou o prêmio de melhor atriz do Festival.
Cheguei a participar dos ensaios da peça do Clã de Teatro, "O Pássaro Azul", de Maurice Maeterlinck, mas precisei deixar o trabalho, ainda bem que não os prejudicou e eles tiveram uma estréia e apresentações maravilhosas. O bom é que fiz amigos novos durante o período que estive com eles no processo de montagem.
Fazer teatro é uma coisa da qual gosto muito, só em pensar que quase desisti de continuar subindo no palco e entretendo as pessoas que vão me assistir. Ainda bem que desisti da idéia, mas antes terminei fazendo minhas tatuagens, mas isso é outra história.

Ah, isso não são meus contos, só to fazendo isso para ocupar o tempo de quem lê (risos), enquanto tento terminar meu conto.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Como pesquisar?

Bem, escrever Em Busca do Conhecimento tem sido um sofrimento para mim por dois motivos, um: nunca escrevi contos, é uma dificuldade fazer isso, e dois: o lance da pesquisa. Sonhar com ficção científica e querer passar isso para o papel e muito complicado, pois você colide de frente com várias teorias já desenvolvidas por estudiosos e profissionais da área de Física (matéria que por sinal eu odeio) e Matemática. Hiperespaço, quarta dimensão, multiversos, buraco negro, wormhole, teoria da relatividade, teoria da incerteza... Ah, é um saco! Mas faço qualquer coisa para realizar este sonho, por isso sempre caço no Wikipedia, minha fonte constante de pesquisa sobre os mais diversificados assuntos. É lógico que facilitaria se eu soubesse inglês, mas sou preguiçoso demais pra fazer um curso (e a grana é curta também)... Na verdade este é o motivo de eu usar o Wiki, preguiça... Preguiça de sair de casa e ir numa biblioteca, procurar informações mais certas e, talvez, mais coerentes.

Bem, para um conto ele está ficando grandinho, mas não chega nem perto das 86 páginas do meu primeiro romance. O primeiro conto, por enquanto, está com tímidas seis páginas. Enquanto eu termino ele, enrolo vocês com ladianha sem necessidade, mas espero que todos venham a gostar do primeiro, pois mesmo se não gostarem, continuarei escrevendo.


Ah... Quem sabe eu também não coloque meu romance aqui! =)

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Em Busca do Conhecimento

Nunca fui muito fã de blogs. Conheço blogueiros, mas nunca foi minha praia. Só que agora comecei a escrever contos e achei que este era o melhor jeito de divulgá-los. Pretendo estar postando constantemente meus contos aqui, sempre que estiverem prontos. Todos seguindo o título: Em Busca do Conhecimento.
Os contos serão sobre dois jovens, que fazem viagens interportais. Isso aí mesmo que vocês leram.
Comecei com isso por causa de um sonho sobre o assunto e quando comecei a pesquisar, percebi que seria bem complicado, mas sempre dizem para irmos atrás dos nossos sonhos e estou indo atrás deste.
Os dois jovens se chamam Joshua e Miguel. Eles são primos e estudam na mesma universidade. Um faz Física e o outro faz Educação Física. A idéia é que eles, fazendo estas viagens, podem parar em tempo diferentes, em mundos diferentes e até universos diferentes. Seguindo uma linha de fantasia e ficção científica, pretendo levar a vocês boas histórias.
Se gostarem, ficarei muito feliz em entretê-los, senão espero opiniões sinceras, pois podem ter certeza que farei o máximo para dar respostas a altura.
Espero que se divirtam, como eu fiz...