sexta-feira, 9 de maio de 2008

Dia das mães

Acho estranho ter somente um dia das mães, mas vim a descobrir que o segundo domingo de maio como o dia delas foi decretado pelo presidente Getulio Vargas, mas isso se tornou mais um dia comerciável do que um dia das mães mesmo. É mais um dia das pessoas distribuirem presentes do que lembrar que a mulher que os colocou no mundo, é um dos seres mais importantes de suas vidas.
Tá, to reclamando muito, mas não vim aqui no meu próprio blog para isso, vim para falar sobre aquela que me colocou aqui, que me concebeu a vida e cuida de mim, acima de tudo.
Sei que existem vários tipos de mãe e que a maioria das pessoas consideram a sua única, eu sou uma dessas pessoas. O nome da mulher que eu homenageio aqui é Aédyla. Um nome raro, só encontrei três pessoas com o mesmo nome aqui na internet, e todas são bem jovens, sendo duas daqui do Brasil.
Alguns acham o nome de minha mãe dificil, uns a chamam de "Édila", outros de "Edna", mas talvez por ser filho, nunca vi essa dificuldade, pelo contrário, sempre achei um nome muito bonito, por ser bem diferente.
Minha mãe sempre foi uma batalhadora, sempre fazendo de tudo para eu e meu irmão termos tudo para o nosso próprio bem. Não desvalorizo nenhuma outra mãe, pois acredito que ser mãe é isso, as vezes sacrificar-se para que o seu filho tenha o que há de melhor no mundo, dar-se para que seus filhos cresçam e se desenvolvam, sendo programadores de sistemas ou mesmo tentando serem escritores ou atores.
O sacríficio, as vezes, vem de outra forma, com o término de uma relação, na qual você percebe uma certa irresponsabilidade de seu parceiro e, para o melhor daqueles que lhe importam, você termina, mesmo não sabendo como será o futuro dali para frente.
As vezes achei que minha mãe era fraca - juro, eu achei - pois aceitava que seus amigos lhe passassem para trás, mas era o contrário, ela valoriza as pessoas a volta dela, ao contrário do que as pessoas faziam, já que usurpavam o que ela conseguia com esforço e muita luta.
Poucas pessoas apoiaram minha mãe quando ela veio a encerrar sua relação, e uma dessas pessoas foi minha segunda mãe, minha madrinha, Miriam.
As duas são grandes amigas, se apóiam mutuamente e sempre estão lá, quando uma precisa da outra, duas verdadeiras mães.
Os problemas, as dificuldades, lógico que surgiram, e por vezes abalaram minha mãe, mas ela sempre dava a volta por cima, a força dela fortalecia a mim e meu irmão, fazendo-nos acreditar nela, que ela conseguiria, e conseguia.
Com seu apoio, meu irmão se formou como analista de sistemas. Com seu apoio, eu consegui muitas vezes subir no palco - mesmo sendo numa única peça - e atuar.
Uma mãe nos dá força, nos levanta, mesmo quando estamos para baixo, nos valoriza, mesmo quando nos achamos desprezíveis, nos alimentam, nos vestem, nos dão amor, carinho e tudo que as vezes merecemos e outras não.
Um dia para minha mãe é muito pouco para mim, por isso eu digo - como ela falava quando eu era pequeno:
- Agradeço a você por ser minha mãe, D. Aédyla. Pois sem você minha vida seria um nada e muito lhe devo, pois se não fosse por tudo que me deu, até hoje, não saberia o que seria de mim. Obrigado mãe!

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