sábado, 1 de março de 2008

Livros - Segunda Parte

Bem, minha relação com Marcelle Anthemimus parecia acabar com o primeiro livro que escrevi para ela, mas uma grandiosa amiga minha que eu chamo carinhosamente de maninha, Daniella Navarro, uma artista plástica maravilhosa, me convenceu a escrever uma continuação, que nomeei de Udjat, Os Caçadores. Ainda em fase de desenvolvimento, o enredo desta nova história conta com a escritora Caroline Guimarães, Marcelle (é lógico!), Forak, Nardan, Mamadala e novos personagens, dentre eles o irmão de Forak, o imortal líder dos Udjat, Loki e Kaku Maithuna, o Dhampir. Bem, revelando algumas coisas mais desta história, nela eu conto a verdadeira origem de Marcelle, como Loki se tornou um vampiro, com desejo de matar todos os outros, quem são os Udjat e porque ele são caçadores de vampiros e quem é e porque Kaku é um dhampir e está atrás da Grega e seus amigos.
Bem, por que Udjat? Udjat, também conhecido como Olho de Hórus, é usado como um símbolo de proteção e força.
Hórus era filho de Osíris e Ísis, e sobrinho de Seth. Após a morte de seu pai, ele foi levado por sua mãe a um esconderijo onde ele cresceu e se fortaleceu para vencer o assassino do seu pai, seu próprio tio. Na maioridade, ele decidiu ir até o Alto Egito e vencer o tio. Durante uma longa batalha, Hórus perdeu um olho, mas venceu o famigerado Seth, que foi banido ao Baixo Egito, onde reinou durante o dia e era punido à noite, tendo de ficar a frente da carruagem de Rá e lutar contra a grande serpente Apópis.
Me apossei de alguns nomes e mitos do panteão egípcio para criar as histórias de Marcelle, o que funcionou muito bem.
Mas eu não sou um escritor de somente um estilo. Gosto da diversificação, tanto que um dos meus romance é baseado em personagens que eu havia criado para os quadrinhos, Galaxya. Além de Galaxya, também resolvi desenvolver um livro infanto-juvenil. Comecei a escrevê-lo, mas devido a exigência de sobreviver trabalhando ´para pagar minhas contas, nunca continuei. Se chama Uma Estória Fantástica e conta a história de Thiago O'Flaherty, um menino de doze anos que viaja com os pais para a Irlanda, onde o pai dele nascera e lá se metia numa aventura com duendes, fadas, gnomos, elfos, trolls e vários outros seres da mitologia céltica.
Tudo começa com Thiago chegando num sítio onde o pai nascera e fora criado, lá uma velha irlandesa conta a ele sobre a Rainha das Fadas e seu rei maligno, que com o poder de colar mágico, domina todo o Reino Encantado, mantendo a rainha sobre seu domínio. Os trolls lhe servem e todos os povos do reino encantado são dominados por ele. Thiago então, quando está brincando no quintal do sítio, vê uma luz branca e se aproxima dela, sendo tragado. Ele vai parar na casa de Delsios, um duende-mago. Os dois então começam uma busca para salvar o Reino Encantado das mãos malignas de Brandaw, um Djin.
Para salvar o Reino, eles precisavam encontrar a Espada da Esperança, para partir o colar. No caminho conhecem Manthra, uma elfa-arqueira, que vive na floresta desde que seu povo fora escravizado por Brandaw, K-Row, um gnomo-sábio, que conhece todos os mistérios do Reino Encantado, Dust, uma fada que vive ao lado de Parson, um djin também, mas que não concordava com as ações de seu irmão.
Eles enfrentam salamandras, gremlins, goblins, trasgos e trolls, mas são auxiliados por leprechauns, ondinas e silfos. Eles conseguem a espada e vão ao socorro da Rainha, mas como Brandaw era um djin, somente o relutante Parson poderia vencê-lo. Vencido, Brandaw abandona o trono, deixando sobre os cuidados da Rainha. Quando Thiago retorna para casa, não passara nem uma hora que havia sumido, mas ele sabia o que havia vivido e jamais esqueceria.
Lógico, seres mitológicos sempre funcionam bem em romances infanto-juvenis, mas eu pretendia utilizar outro ser num livro de suspense policial.
O livro se chamará Dopellgänger. O livro é narrado pelo detetive-policial Walter Costa. Na história, ele e sua companheira, Andressa Fonseca, se envolvem no mistérios de assassinatos nos quais as pessoas perdem os rostos. O complicado é que pessoas começam a imitar o assassino, jogando produtos para deformarem os rostos de suas vítimas, causando mais problemas para os dois. A solução está num ser que intitula o título, que sempre que surge é porque você vai morrer e então ele lhe rouba sua identidade, transformando seu rosto numa massa disforme.
Não consegui desenvolvê-lo mais por falta de colaboração dos entidades que cuidam de nossa segurança, que apesar de meus pedidos, nunca quiseram me ajudar muito. Se eu tivesse conseguido desenvolver Dopellgänger, teria sido o primeiro que eu daria continuação sem pedidos. Sempre gostei das histórias policiais, ainda mais dos detetives dos filmes noir. Assim colocaria Walter em novas situações, ao lado de uma amiga advogada Andressa Carvalho. Seriam vários livros ou contos que se intitulariam Detetive, simplesmente. As histórias seriam contadas na visão de Andressa e teriam tramas sobrenaturais ou mesmo naturais. Estou falando dele no passado, pois não sei se levarei a frente, já que minhas idéias agora fluem para contos como o que publico aqui, Em Busca do Conhecimento. Futuramente, depois de concluir a trilogia de Miguel, Joshua e o professor Fred, irei publicar contos que chamarei de Morbidus, mas isso eu explicarei em uma oportunidade bem futura, quando chegar a hora de colocá-los para os desfrutes de todos.

Nenhum comentário: